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|ESPAÇO CRIANÇA| |DICAS VERDES| |DIAS AMBIENTAIS| |ANIMAIS|
|PLANTAS| |AMBIENTE| |HISTÓRIAS E JOGOS| |SONDAGENS|O hamster é o nosso animal preferido porque ele é muito fofinho. Come sementes, carne, iogurtes, legumes verdes, e muitas mais coisas. Ele não pode comer salada, frutos muito duros e legumes muito frios.
O Hamster tem de ter uma casinha muito espaçosa com comida e água. Também tem de ter jogos para não se aborrecer. A água deve ser mudada todos os dias. O Hamster dorme mais de dia do que de noite.
Ele pode viver até 3 anos.
Nós adoramos este animal e a Gabriella tem um.
Trabalho elaborado pelos alunos da escola de Val D’ Arve – Genebra
Gabriella e Catarina
Muito obrigado por partilharem este trabalho connosco.
Verdinho
O coelho é um animal muito bonito. A sua aparência é muito atrativa. Tem o corpo peludinho, umas longas orelhas e um olhar doce, qualidades que o fazem meigo e encantador.
É um animal mamífero que se alimenta de ração, cenouras e algumas ervas.
Ele tem se ser fechado em gaiolas, ou noutros espaços fechados. É um animal discreto e calmo.
Trabalho elaborado pelos alunos da escola de Val D’ Arve – Genebra
Micaela Parada e Vanessa
Imagem:sushicfashion.blogspot.com
Muito obrigado por partilharem este trabalho connosco.
Verdinho
Os golfinhos são animais muito simpáticos. Comem pequenos peixes, lulas e polvos.
Eles saltam 5 metros acima da água e respiram pelo nariz que está situado por cima da cabeça.
A sua pele é cinzenta ou azul. São uns animais dóceis e inteligentes.
Trabalho elaborado pelos alunos da escola de Val D’ Arve – Genebra:
Cristiana Guerreiro
Joyce Carneiro
Imagem: imagensporfavor.com
Muito obrigado por partilharem este trabalho connosco.
Verdinho
Olá Verdinho!
Ainda te lembras de nós?
Somos os alunos da escola portuguesa de Genebra. Já te escrevemos no ano passado no âmbito do Dia Internacional das Florestas. Lembras-te?
Nós continuamos por cá e este ano estamos no 6º ano. Mudamos de escola e temos 2 colegas novas: a Catarina e a Gabriella.
Temos trabalhado muito e não nos temos esquecido do pacto com a natureza que fizemos no ano passado.
Este ano fizemos alguns trabalhos sobre os animais e apesar de gostarmos de todos, escolhemos os nossos preferidos. Vamos enviar-te alguns. Esperamos que os possas colocar no blog.
Também aprendemos muitas coisas sobre os morcegos. Soubemos que se está a celebrar o ano do morcego e visitamos o site oficial. Tem imensas atividades para fazermos e tem histórias fantásticas sobre os nossos amigos morcegos. É muito fixe.
É sempre importante proteger a natureza e os animais. Eles são importantes e essenciais para o planeta.
Beijinhos de todos nós e continua a apresentar um blog fantástico como tens feito.
Esperamos notícias em breve.
Os alunos da escola de Val D’ Arve – Genebra,
Alexis, Dany, Mariana, Catarina, Gabriella, Cristiana Oliveira, Cristiana Guerreiro , Cristiana Pinto, Samuel, Tony, André, Lucas, Esteves, Flávio, Vanessa, Joyce, Micaela e Rui.
P.S. Enviamos-te 3 trabalhos. Depois enviaremos outros. Obrigado e porta-te bem!
(Anas platyrhynchos)
O pato-real é o mais comum dos patos selvagens e o antepassado dos patos domésticos. Esta espécie apresenta um grande dimorfismo sexual, tendo o macho uma cabeça verde iridescente muito característica enquanto as fêmeas apresentam um padrão de plumagem em tons de castanho. No inicio do Verão, os machos renovam ao mesmo tempo todas as penas de voo, ficando incapazes de voar durante 3 a 4 semanas. Neste período, os machos adquirem a chamada plumagem de eclipse ficando muito semelhantes às fêmeas.
Estes animais alimentam-se de bagas, sementes, plantas aquáticas, mas também de insectos e pequenos peixes que consigam capturar.
O ninho desta espécie corresponde a uma cavidade no solo, entre a vegetação rasteira, revestida de ervas e penas. A fêmea põe entre 10 e 12 ovos que incuba durante cerca de 28 dias. O macho abandona as fêmeas assim que esta começa a postura dos ovos.
Por incrível que pareça, os patos-reais apresentam uma elevada taxa de acasalamento macho-macho.
O pato-real atinge uma longevidade de 29 anos.
Visite a exposição de fotografias no C. informação / Bilheteira do parque.
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QUINTA DA PAIVA
Parque Biológico da Serra da Lousã
3220-154 Miranda do Corvo
Telef. 239 538 444
Tlm. 915 361 527
www.parquebiologicodaserradalousa.net / www.adfp.pt
Espaços visitáveis do parque: Centro Hípico, Quinta Pedagógica, Labirinto de Árvores de Fruto, Parque Selvagem, Museu da Tanoaria e Museu Vivo de Artes e Ofícios Tradicionais.
A lontra apresenta uma pelagem espessa, brilhante de cor castanha, com excepção da região do ventre que é mais clara. A pelagem caracteriza-se por possuir duas camadas de pêlo, uma mais externa responsável pela impermeabilização e outra mais interna responsável pelo isolamento térmico. O focinho apresenta pêlos sensoriais que lhe permitem avançar com confiança em lugares estreitos.
É uma espécie semi-aquática, cujo movimento dentro de água ocorre por impulso das patas posteriores e através do movimento sinuoso do corpo. A cauda funciona como leme e a posição elevada das narinas e dos olhos permite a manutenção à superfície da água sem ser descoberta. É um animal bastante silencioso e de difícil observação.
Sendo um animal que vive na proximidade da água, a sua dieta é composta sobretudo por peixes mas, ocasionalmente, pode ingerir rãs, caranguejos, lagostas, aves e pequenos mamíferos terrestres.
É um animal solitário que, por vezes, constitui grupos formados por pares em acasalamento ou por mães com as suas crias.
Ao longo do mês decorrem algumas actividades relacionadas com o animal, nomeadamente uma breve apresentação da espécie e sessão de alimentação, e vai estar, no Centro de Informação, uma exposição fotográfica sobre a espécie.
Para visitas de grupo, até um máximo de 15 elementos, os interessados devem fazer uma inscrição prévia, sem quaisquer custos adicionais, entrando em contacto com o parque.
O Parque Biológico da Serra da Lousã, um projecto da Fundação ADFP, pretende, além de estimular o gosto pela natureza, criar também postos de trabalho para pessoas vítimas de exclusão, deficientes e doentes mentais. Assim, uma visita ao Parque é uma óptima forma de passar um dia em família e aprender um pouco sobre a vida selvagem de Portugal.
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QUINTA DA PAIVA
Parque Biológico da Serra da Lousã
3220-154 Miranda do Corvo
Telef. 239 538 444
Tlm. 915 361 527
www.parquebiologicodaserradalousa.net / www.adfp.pt
Espaços visitáveis do parque: Centro Hípico, Quinta Pedagógica, Labirinto de Árvores de Fruto, Parque Selvagem, Museu da Tanoaria e Museu Vivo de Artes e Ofícios Tradicionais.
O ganso é uma ave que apresenta penas de cor branca ou cinzenta e patas e bico de cor laranja. Esta ave alimenta-se principalmente de plantas, incluindo raízes, tubérculos, folhas, talos, flores e frutos.
As fêmeas constroem os ninhos com paus e folhas e, na Primavera, põem ovos que chocam durante 30 dias, enquanto os seus parceiros guardam os ninhos.
Na altura da migração, múltiplas famílias de gansos juntam-se, formando um bando que proporciona espectáculos inesquecíveis, especialmente quando se observam as formações em voo e a sua aterragem nos campos para alimentação.
Estes animais são voadores “profissionais” e chegam a voar milhares de quilómetros durante as suas migrações anuais. Eles voam em forma de “V” para que o ganso da frente reduza a resistência do ar para os que vêm atrás, o que lhes permite voar cerca de 70% mais longe do que se estivessem a voar sozinhos. Os gansos têm também boa memória e usam as estrelas e marcas na terra que lhes são familiares para se orientarem.
Os gansos podem também ser encontrados em quintas, como domésticos, onde são excelentes guardas porque, para além de darem sinal na aproximação de intrusos, por vezes atacam, defendendo assim o seu território.
Uma vez que estes animais apresentam as duas vertentes – selvagem e doméstica – no Parque Biológico da Serra da Lousã, o lago dos gansos surge como a transição entre a Quinta Pedagógica e o Parque de Vida Selvagem.
Durante o mês de Julho vai decorrer uma breve apresentação da espécie e sessão de alimentação e vai estar, no Centro de Informação, uma exposição fotográfica sobre a espécie. Para visitas de grupo, até um máximo de 15 elementos, os interessados devem fazer uma inscrição prévia, sem quaisquer custos adicionais, entrando em contacto com o parque.
O Parque Biológico da Serra da Lousã constitui um espaço verde pertencente à Fundação ADFP, uma instituição privada de solidariedade social direccionada para a integração e desenvolvimento da pessoa com deficiência física, motora e/ou mental e que vê no ambiente e na ecologia temas capazes de conquistar resultados terapêuticos.
Visite o Parque Biológico da Serra da Lousã e apoie esta causa!
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(Lamprotornis chalybaeus)
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Família: Sturnidae
Dimensões: 25cm.
Distribuição Geográfica: Praticamente todo o continente africano (Namíbia, Botswana, Zimbabwe, Moçambique, África do Sul, Angola, Etiópia).
Habitat: Floresta de savana até habitats secos.
Alimentação: Frutas, bagas, sementes, néctar de plantas e insectos.
Reprodução: Monogâmicos. Ambos contribuem para a construção do ninho que normalmente é feito em buracos existentes nas árvores. A fêmea deposita 2 a 3 ovos que levam 14 dias a incubar.
Comportamento:
Vivem em bandos compostos por numerosos indivíduos. São aves migratórias. Passam muito tempo no solo. Possuem um voo ruidoso devido aos recortes das penas primárias.
Curiosidades:
Conforme as espécies, assim varia a tonalidade da plumagem, que vai do verde e do azul ao violeta e bronzeado. Todas elas no entanto oferecem a particularidade de apresentarem os reflexos característicos do brilho metálico.
O macho e a fêmea são bastante parecidos, apenas sendo possível distingui-los através de uma menor intensidade no colorido da plumagem. Em cativeiro, a reprodução só é possível entre casais da mesma origem, isto é, é necessário que o macho e a fêmea tenham nascido na mesma região africana, pois daí dependerá a coincidência dos seus hábitos de nidificação.
Estatuto de conservação e factores de ameaça:
Espécie não ameaçada.
CB (Nascido em cativeiro)
Websites
http://www.birdlife.org/datazone/species
http://www.iucnredlist.org/apps/redlist/d
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Parque Zoológico de Lagos
(Mustella putorius)
Os furões são animais que apresentam elevado dimorfismo sexual, podendo os machos chegar a atingir o triplo das dimensões da fêmea. O seu corpo pode apresentar várias tonalidades, desde o branco ou creme (nos indivíduos albinos) até ao castanho-escuro, sendo a cor mais característica na natureza o castanho-escuro com uma máscara branca na face.
É um animal carnívoro e, como tal, alimenta-se de ratos, ratazanas e coelhos.
Reproduz-se normalmente durante o Inverno, nascendo uma ninhada de 3 a 7 crias.
Actualmente, em muitos países, são comuns como animais de estimação, no entanto, em Portugal é proibido tê-los em casa por terem sido muito utilizados na caça ao coelho e à lebre, fazendo diminuir as suas populações. O furão era colocado à entrada das tocas, afugentando os coelhos e lebres permitindo ao caçador apanhá-las.
Visite a exposição fotográfica no C. Informação.
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Crax fasciolata
Classe: Aves
Ordem: Galliformes
Família: Cracidae
Dimensões: os Mutuns são das aves de caça da América, das mais corpulentas. 3Kg.
Distribuição Geográfica: Brasil, Paraguai, Bolívia e Argentina.
Habitat: florestas tropicais primárias.
Alimentação: frutos e sementes, mas também folhas tenras, insectos e pequenos invertebrados.
Reprodução: Os Mutuns são aves monogâmicas e territoriais, reproduzindo-se uma vez por ano, entre Abril e Julho. O seu ninho é construído nas árvores e em diferentes níveis.
A postura é de 2 ovos, sendo o período de incubação de 30-36 dias.
As crias deixam o ninho praticamente após o nascimento alimentando-se a elas próprias desde muito cedo. Aproximadamente com 20 dias dão os primeiros voos.
Comportamento:
Os Mutuns vivem em pares ou em pequenos grupos. Os grupos comunicam através de uma espécie de grunhido. Tal como as galinhas, os Mutuns preferem correr do que voar. Estas aves passam menos tempo nas árvores do que os seus parentes Guanos, alimentando-se frequentemente debaixo de árvores e arbustos e podendo percorrer grandes distâncias em busca de pontos de água para beber. Tímidos e cautelosos, os Mutuns procuram refúgio no topo das árvores, quando ameaçados. Durante as cortes nupciais a sua presença é sentida por uma típica vocalização do tipo “ puji puji “.
Curiosidades:
Os Mutuns são os troféus de caça na região da sua distribuição geográfica. São perseguidos na floresta, geralmente nas margens dos rios em que os caçadores usam canoas para o efeito, localizando-os pelas suas vocalizações ou esperando-os nos locais de alimentação e descanso.
Estatuto de conservação e factores de ameaça:
A maior ameaça à sobrevivência dos Mutuns é a destruição das florestas tropicais e caça pelo Homem para alimentação. Para além da ameaça humana, as cobras são os seus maiores predadores.
CB (Nascido em cativeiro)
Websites
http://www.birdlife.org/datazone/species
http://www.iucnredlist.org/apps/redlist/d
http://zipcodezoo.com/Animals/C/Crax_fas
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Parque Zoológico de Lagos
(Pavo cristatus)
O pavão apresenta um acentuado dimorfismo sexual. O macho possui a cabeça, o pescoço e a parte anterior do peito de cor azul e longas penas na cauda enquanto a fêmea tem o pescoço esverdeado e a plumagem em tons de cinzento e castanho.
Esta ave ornamental alimenta-se principalmente de insectos e pequenos invertebrados mas também de grãos, bagas, sementes e vegetais. O pavão pode ter uma longevidade de 20 anos.
Na Primavera, o macho abre as penas da cauda formando um leque e canta, com os seus gritos característicos, para atrair as fêmeas. Este comportamento demonstra o papel decisivo da cauda extravagante dos pavões, que pode atingir 2 metros de comprimento, no ritual de acasalamento. Cada postura é composta por 4 a 7 ovos, nascendo as crias passado 28 dias.
A exuberância de cores e beleza das penas do pavão levaram à criação de diversas variedades de plumagem: branca, negra, púrpura, entre outras cores.
Visite a exposição de fotografias no Centro de Informação / Bilheteira do Parque.Todas as fotografias são de animais presentes no Parque Biológico da Serra da Lousã.
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(Tyto alba)
A Coruja-das-torres é uma ave tipicamente nocturna, que pode viver até aos 10 anos de idade. Possui uma plumagem suave e densa de cor castanha e manchas pretas nas costas e parte de trás da cabeça. A parte interna das asas, o peito e a parte inferior do corpo têm cor branca. O seu rosto tem uma forma peculiar com olhos negros, que lhe conferem uma excelente visão, e uma crista de penas por cima do bico que se assemelha a um nariz. O seu peso oscila entre 250 e 700 gramas, sendo geralmente as fêmeas maiores que os machos.
É uma ave que habita em cavernas, telhados de celeiros e prédios, torres de igreja e em troncos de árvores, alimentando-se principalmente de pequenas aves, roedores, invertebrados, pequenos lagartos e anfíbios, provenientes da caça.
Quando as corujas acasalam tornam-se parceiras para a vida, reproduzindo-se uma vez por ano. As crias são alimentadas pelos progenitores que caçam por turnos, de forma a evitar que estas fiquem sozinhas.
Visite a exposição fotográfica no C. Informação / bilheteira do parque. Todas as fotografias são de animais presentes no Parque Biológico da Serra da Lousã.
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Macropus rufogriseus
Classe: Mamíferos
Ordem: Diprotodontia
Família: Macropodidae
Dimensões: aproximadamente 1,05 m de comprimento e 0,70-0,75 m de cauda.
Distribuição Geográfica: Austrália (especialmente comum na Tasmânia).
Habitat: florestas de eucalipto com arbustos e terreno aberto.
Alimentação: ervas e raízes suculentas.
Reprodução: As fêmeas são férteis a partir dos 14 meses de idade, sendo os machos a partir dos 19 meses.
A duração do período de cio é de aproximadamente de 33 dias, sendo o período de gestação de 30 dias.
Nasce uma cria de cada vez sendo dependente da bolsa até aos 280 dias de idade embora a cria se amamente até aos 12 – 17 meses de idade.
Os nascimentos ocorrem geralmente em Fevereiro/ Março.
Comportamento:
Como em todas as espécies de macrópodes, os wallabys usam a sua cauda para o equilíbrio.
São basicamente crepusculares, passando as horas do dia a descansar à sombra, pastando no início da manhã e ao fim da tarde.
Refrescam-se lambendo as suas mãos.
São essencialmente solitários embora pastem em grupos de cerca de 30 indivíduos.
Curiosidades:
Esta espécie é protegida por lei em todos os Estados onde ocorre, podendo ser caçados sob licenciamento em determinadas alturas, na Tasmânia.
Estatuto de conservação e factores de ameaça:
Os wallabys foram vítimas da caça para aproveitamento da pele e, pelos agricultores devido à competição das pastagens para o gado.
Outra causa da sua redução foi também a destruição das florestas.
CB (Nascido em cativeiro)
Websites
http://animaldiversity.ummz.umich.edu/si
http://www.iucnredlist.org/apps/redlist/d
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Parque Zoológico de Lagos
(Cavia porcellus)
O porquinho-da-índia pertence à família dos roedores. É um animal dócil e muito activo cuja esperança de vida é de 4 a 8 anos. Apresenta uma grande variedade de cores e tipos de pêlo. Os machos e as fêmeas apresentam diferenças quer no peso, quer no tamanho. Os machos são geralmente maiores que as fêmeas e podem pesar até 1200 gramas.
É um animal que se adapta bem a qualquer ambiente pois requer apenas um local seco e que receba luz solar directa em grande parte do dia. A sua alimentação passa por frutas frescas, feno e legumes, podendo ser também alimentado com ração.
A reprodução pode ocorrer em qualquer altura do ano, dando origem a uma ninhada com 2 a 5 filhotes. O período de gestação é de cerca de 62 dias. Após o nascimento das crias, estas são amamentadas até perto das três semanas.
Este roedor é originário da América do Sul mas, actualmente, faz parte do grupo de animais presentes nas quintas portuguesas.
Visite a exposição de fotografias no Centro de Informação / Bilheteira do Parque.Todas as fotografias são de animais presentes no Parque Biológico da Serra da Lousã.
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(Caloenas nicobarica)
Classe: Aves
Ordem: Columbiformes
Família: Columbidae
Dimensões: 40 cm.
Distribuição Geográfica: Ásia, particularmente nas ilhas Nicobar (Índia), até à Nova Guiné, no máximo até ao norte das Filipinas.
Habitat: matas.
Alimentação: sementes, bagas e insectos.
Reprodução: Quase todas as espécies de pombos, na generalidade, têm os mesmos padrões de cortejamento. Os rituais duram vários dias, seguidos da construção do ninho. O macho é quem escolhe o local, carregando galhos, raízes e outros materiais que são colocados pela fêmea. Os pombos são monógamos, acasalam com o mesmo parceiro toda a vida. A postura é normalmente de apenas um ovo. A incubação é efectuada pelo macho e pela fêmea, por um período de 2 semanas e meia. A cria quando nasce é praticamente nua e, totalmente dependente dos progenitores que a alimentam, inicialmente com uma espécie de “leite”, um fluído bastante rico que é regurgitado pela fêmea. Com cerca de um mês as crias são quase autónomas, mas têm tendência a saírem do ninho um pouco mais tarde.
Comportamento:
Os pombos de Nicobar alimentam-se no solo da floresta, passando muito tempo no mesmo. Movem-se em bandos durante o dia e também passam a noite juntos. A sua vocalização consiste num suave arrulhar. Tal como todos os pombos e rolas emergem o bico quando bebem, sugando a água.
Curiosidades:
Os Pombos de Nicobar são das poucas espécies de pombos, que têm posturas normalmente de apenas um ovo.
Estatuto de conservação e factores de ameaça:
A perda de habitat e a captura para o comércio de animais são exemplos das ameaças a que estão sujeitos.
Quase Ameaçado.
CITES – Apêndice I
CB (Nascido em cativeiro)
Websites
http://www.birdlife.org/datazone/species
http://www.iucnredlist.org/apps/redlist/d
http://zipcodezoo.com/Animals/C/Caloenas
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Parque Zoológico de Lagos
Nome comum:
Maravilha
Nome científico:
Colias croceus (Fourcroy, 1785)
Morada:
É uma borboleta que existe de Norte a Sul no território português.
A nível mundial, distribui-se pela Europa Central e do Sul, chegando ao Norte europeu enquanto migradora. Atinge inclusive a zona Oeste da Ásia.
Género:
A fêmea é um pouco maior que o macho e distingue-se deste pelas bandas pintalgadas de amarelo nas bandas marginais escuras das asas anteriores.
Filiação e nascimento:
Esta borboleta pertence à família dos Pierídeos.
As fêmeas põem os ovos de forma dispersa pelas plantas que se encaixam na ementa das lagartas que deles hão-de nascer.
A lagarta é verde e alimenta-se de trevos, luzerna e cornichão, entre algumas outras plantas do grupo das leguminosas.
A última geração do ano passa o Inverno como crisálida, fixada ao ramo de uma planta, por exemplo, com fios de seda.
As zonas de reprodução estão abaixo dos mil metros de altitude, pois possivelmente não suporta temperaturas críticas.
Idade:
Tem 3 a 4 gerações por ano, dependendo das temperaturas em causa.
Curiosidades:
Não está entre as borboletas ameaçadas. A sua larga distribuição e as plantas de que se alimentam as lagartas são frequentes, o que lhes permite concluir o ciclo de vida sem grande dificuldade.
Estas borboletas possuem um voo rapidíssimo mas podemos vê-las a alimentar-se na Primavera nos cardos, em alfazema e noutras plantas em flor.
Se quiser ficar com uma lembrança delas, fotografe-as. Aproxime-se apenas até uma certa distância, o máximo a 3 ou 4 metros, para não assustar.
Bibliografia:
«As borboletas de Portugal», de Ernestino Maravalhas.
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Parque Biológico de Gaia
Perdix perdix
Esta ave pertence à Familia Phasianidae, onde se incluem os faisões e outras perdizes. A espécie encontra-se actualmente Extinta no nosso país, sendo outrora uma residente nidificante no nosso território, especialmente nas terras altas de Trás-os-Montes e Alto Minho. Os registos mais recentes referem-se aos anos 50 (Parque Nacional da Peneda-Gerês e serra da Nogueira), mas a espécie poderá ter persistido na Serra de Montesinho até mais tarde.
Esta espécie faz o ninho no chão, geralmente em finais de Março, e deposita os ovos algumas semanas depois. É considerada a espécie de ave que mais ovos deposita: cerca de 15 ovos, a intervalos de 2 dias!!!
As crias, que abandonam o ninho algumas horas após a eclosão, necessitam de praticar uma dieta rica em proteínas, podendo chegar a consumir mais de 2000 insectos por dia! Dada a introdução de pesticidas e herbicidas em campos cultivados e a intensificação dos cultivos intensivos modernos que, dado o seu controlo, se encontram livres de ervas e por consequência, de insectos, as populações desta ave têm vindo a decrescer um pouco por toda a Europa.
Assim, os pesticidas, aliados a outras ameaças como o decréscimo da qualidade de habitats apropriados à nidificação e desenvolvimento das crias, a pressão dos predadores e, evidentemente, a mortalidade derivada da caça, contribuíram para o seu declínio.
As libertações para efeitos cinegéticos de faisões (Phasanius colchius) e de perdizes-vermelhas (Alectoris rufa) são prejudiciais, uma vez que os primeiros transmitem às charrelas um nemátodo que afecta a condição corporal e a taxa de reprodução e sobrevivência das últimas, aumentando ainda o risco de caça em locais onde se fazem libertações.
Existem actualmente exemplares desta espécie no Parque Biológico de Vinhais mas estes provêm de Centros de Recuperação, isto é, nasceram em cativeiro e por isso não conhecem o meio selvagem.
Se forem visitar o parque, facilmente poderás distinguir o macho desta espécie da fêmea uma vez que este apresenta uma mancha no ventre em forma de ferradura e cor de ferrugem.
O logótipo do Parque Biológico de Vinhais corresponde à silhueta de uma Charrela, uma vez que pretendemos salvaguardar esta espécie e dedicar-lhe a nossa atenção.
O futuro desta espécie no nosso país poderá passar por repovoamentos em áreas onde se pratique uma agricultura livre de pesticidas (ou onde se utilizem apenas pesticidas selectivos), onde os indivíduos possam encontrar disponibilidade alimentar durante todo o ano, cobertura para os seus ninhos, refúgio de predadores e onde a caça seja conduzida de forma ordenada, respeitando as populações naturais.
Bibliografia consultada
Catry, P., Costa, H., Elias, G. & Matias, R. 2010. AVES DE PORTUGAL. ORNITOLOGIA DO TERRITÓRIO CONTINENTAL. ASSÍRIO & ALVIM, LISBOA.
Conteúdo desenvolvido por:
(Meles meles)
O texugo apresenta coloração cinzenta no dorso e na cauda e coloração preta nos membros. A sua característica mais distinta é a sua face branca com duas listas pretas que vão desde o nariz até à orelha e que recobrem os olhos.
Trata-se de um animal omnívoro de hábitos alimentares essencialmente nocturnos que se alimenta de frutos, bolbos, insectos, minhocas, roedores, toupeiras e coelhos.
É uma espécie que vive em grupos que são bastante territoriais, defendendo áreas que são demarcadas com excrementos. Possui um habitat bastante diverso onde escava galerias subterrâneas com várias entradas e divisões.
A reprodução ocorre na Primavera e o período de gestação é de aproximadamente dois meses, nascendo as crias no Verão. Têm apenas uma ninhada por ano composta por 3 a 6 indivíduos.
Curioso é o facto de o texugo “enterrar” os seus mortos. Há casos de indivíduos que morreram dentro das tocas e foram sepultados dentro destas pelos restantes membros do grupo.
Visite a exposição fotográfica no Centro de Informação / Bilheteira do parque.
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(Goura victoria)
Classe: Aves
Ordem: Columbiformes
Família: Columbidae
Dimensões: aproximadamente 74 cm.
Distribuição Geográfica: Nova Guiné.
Habitat: Floresta, a baixa altitude.
Alimentação: sementes, bagas, frutos, insectos.
Reprodução: Os pombos coroados nidificam em arbustos e árvores a uma altura relativamente baixa. Preferem áreas de mata densa. É o macho que escolhe o local do ninho, sendo ele a transportar paus, raízes e outros materiais. A fêmea permanece no ninho aceitando-os e construindo-o. Estas aves são monógamas, acasalando para toda a vida. A postura é de um ovo apenas e, a incubação é efectuada por ambos, durante um período de aproximadamente 30 dias. As crias nascem quase peladas.
Comportamento:
Contrariamente a outras aves, os pombos e rolas, bebem submergindo o bico na água e sugando. Todas as espécies de pombos e rolas movimentam-se em bandos durante o dia, juntando-se também ao final do mesmo. Estas aves iniciam o coro de vocalizações antes de partirem para se alimentar e beber. De seguida voltam para os locais de descanso, onde passam parte do dia. À tarde, o bando volta a partir para se alimentar e beber, voltando ao fim do dia para os locais de descanso.
Curiosidades:
O nome desta ave é uma comemoração à monarquia inglesa, à rainha Victoria do Reino Unido.
O pombo coroado pertence ao género dos maiores pombos do mundo.
Durante a côrte nupcial, o casal efectua uma dança na qual ambos abanam a cabeça e, batem os bicos um no outro produzindo estalidos.
Produz um chamamento muito característico, semelhante ao som produzido por um sopro para o interior de uma garrafa.
Estatuto de conservação e factores de ameaça:
Vulnerável. CITES Anexo II
Para além de caçados pelas suas cristas, estes animais também são caçados pela sua carne. Desapareceram largamente perto de habitações humanas.
CB (Nascido em cativeiro)
Websites
http://en.wikipedia.org/wiki/Victoria_Cr
http://www.eol.org/pages/1049833
http://www.iucnredlist.org/apps/redlist/d
http://nationalzoo.si.edu/Animals/Birds/F
Conteúdo desenvolvido por:
Parque Zoológico de Lagos
Figura 1 - Sável – Alosa alosa (Linnaeus, 1758) – sobre o fundo de um rio. Fotografia ref. [1.a].
Nome comum – Sável
Nome científico - Alosa alosa (Linnaeus, 1758)
Hábitos e Habitat – O sável pertence à família Clupeidae, na qual se incluem espécies como a savelha. De facto a semelhança morfológica entre ambas as espécies é notória. O sável é caracterizado por apresentar corpo fusiforme e comprimido lateralmente. As escamas são grandes, pouco aderentes, e prateadas. O dorso apresenta coloração azulada, e por vezes apresenta uma transição para o castanho ou esverdeado, enquanto os flancos são prateados. É geralmente bem visível uma mancha negra após o opérculo. Os adultos atingem o comprimento médio de 50 cm e um peso de 1,5kg. Excepcionalmente, em Portugal, foram capturados indivíduos desta espécie com 80 cm e com um peso de 5 Kg.
O sável encontra-se distribuído desde o sul da Península Ibérica até ao Norte de França e Ilhas Britânicas. Em Portugal, ocorre nas bacias hidrográficas dos rios Minho, Lima, Vouga, Mondego, Tejo e Guadiana. Esporadicamente, são capturados indivíduos de sável na bacia hidrográfica do rio Douro, embora actualmente aí não existam populações viáveis desta espécie, somente indivíduos erráticos.
Tal como a savelha, o sável é também um migrador anádromo – vive no meio marinho e reproduz-se em meio dulciaquícolas - e pode percorrer grandes distâncias para desovar. No meio marinho vivem a profundidades entre os 70 – 300 m de profundidade. No final do mês de Fevereiro os adultos aproximam-se dos estuários, agregando-se para dar início à subida dos rios no começo da Primavera, quando a temperatura da água varia entre 10ºC e 15ºC e o caudal é favorável. Os machos formam cardumes e são os primeiros a subir os rios, e só após cerca de duas semanas as fêmeas – cerca de um ano mais velhas do que os machos – seguirão os machos rio acima, chegando a percorrer mais de 700 Km desde a foz. Chegados ao local de eleição - com água bem oxigenada, substrato de cascalheira, e profundidade de cerca de 1,5 m - os cardumes de sável aguardam o cair da noite para desovar. O rodopiar das fêmeas seguidas por vários machos, produz um movimento ruidoso na água, conhecido entre os pescadores do Guadiana por “encharrique”. As posturas ficam à deriva, e os ovos eclodem decorridos 4 – 5 dias. Os adultos, que entretanto pararam de se alimentar durante a migração reprodutora, morrem na sua maioria após a reprodução apesar da tentativa de regressar ao mar. Só alguns sáveis conseguem realizar mais do que uma migração anádroma ao longo das suas vidas.
As larvas de sável recém-eclodidas medem apenas 6 – 8 mm, alimentando-se de zooplâncton. Ao atingirem os 5 – 6 cm de comprimento as larvas passam a denominar-se por alevins, e iniciam o regresso ao mar durante a noite, chegando aos estuários entre Agosto e Outubro. Permaneceram 4 a 5 meses em água doce. Enquanto alevins alimentam-se também de larvas de dípteros, crustáceos e de alguma matéria vegetal, além de zooplâncton. Os juvenis permanecem nos estuários durante um período de tempo variável, entre 4 a 6 meses, após o qual se dirigem para o mar. Alimentam-se de zooplâncton, crustáceos e de outros peixes.
No meio marinho, os juvenis crescem e preparam-se para a migração anádroma que se realizará entre os 2 – 5 anos de idade para os machos, e entre os 3 – 8 anos de idade para as fêmeas, assegurando a continuidade da espécie.
Tal como muitas das espécies de peixes migradores que ocorrem em Portugal, também o sável se encontra em perigo devido a várias actividades humanas. Esta espécie foi em tempos um recurso faunístico economicamente importante, e que se recuperado poderá voltar a ser sustentável.
Ana Caramujo Marcelino Canas
Bióloga Marinha
Coordenadora da Educação do Fluviário de Mora
Educação – Falas do Rio
Fluviário de Mora
Bibliografia consultada
Fotografia
[1.a] http://www.rios-galegos.com/pe5.htm 17-01-2011
Webgrafia consultada
1.1 http://www.fluviatilis.com/dgf/species.c
(Gallus gallus)
A galinha é uma ave que pertence à família dos Fasianídeos. Estas aves possuem bico pequeno, crista carnuda e asas curtas e largas. Os juvenis são chamados frangos, e os filhotes, pintos ou pintainhos.
A galinha tem uma enorme importância para o Homem sendo o animal doméstico mais difundido e abundante do planeta. Além da sua carne, as galinhas fornecem ovos. As penas também têm utilizações industriais.
As galinhas são aves omnívoras, tendo preferência por sementes e pequenos invertebrados, como é o caso das minhocas. A proximidade ancestral com o homem permitiu o cruzamento destinado à criação de diversas raças, adaptadas a diferentes necessidades.
Visite a exposição fotográfica no C. Informação / Bilheteira do Parque. De realçar que existem neste Parque 5 variedades diferentes de galinhas, duas das quais são raças autóctones (galinha-amarela e galinha-pedrês).
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Parque Biológico da Serra da Lousã
3220-154 Miranda do Corvo
Telef. 239 538 444
Tlm. 915 361 527
www.parquebiologicodaserradalousa.net / www.adfp.pt
Espaços visitáveis do parque: Centro Hípico, Quinta Pedagógica, Labirinto de Árvores de Fruto, Parque Selvagem, Museu da Tanoaria e Museu Vivo de Artes e Ofícios Tradicionais.
(Boa constrictor)
Classe: Reptilia
Ordem: Squamata
Família: Boidae
Dimensões: 3 a 5 metros.
Distribuição Geográfica: desde a Argentina ao Norte do México.
Habitat: Floresta húmida, savana, mangais.
Alimentação: pequenos mamíferos, aves e répteis.
Reprodução: Esta espécie reproduz-se sazonalmente. A fêmea emite um sinal da cloaca para atrair o macho. Macho e fêmea juntam-se através das cloacas para que se dê a fertilização dos ovos. A fertilização é interna.
Comportamento:
É uma espécie nocturna e solitária.
Detecta as presas pela percepção do movimento. Matam por constrição, estrangulamento.
Curiosidades:
A maior Jiboia jamais avistada tinha cerca de 5,5 m.
Estatuto de conservação e factores de ameaça:
CITES Anexo II.
A desflorestação e o tráfico ilegal são as principais ameaças à sobrevivência da espécie.
Nascido em cativeiro.
Websites
http://animaldiversity.ummz.umich.edu/si
http://nationalzoo.si.edu/Animals/Reptil
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Parque Zoológico de Lagos
Origem
O porco doméstico tem a sua origem no javali (Sus scrofa).
Dieta
Omnívoro
Reprodução
O período de gestação dura cerca de 115 dias; nascem, habitualmente, até 12 crias por ninhada.
Raças Autóctones
Porco Bísaro e Porco Preto ou Alentejano.
Porco Bísaro
O Porco de raça Bísaro é originário do tronco Céltico e apresenta duas variedades: Galega, de cor branca ou branca com malhas pretas e Beiroa, de cor preta ou preta com malhas brancas.
De uma forma geral, os suínos de raça bísara podem-se caracterizar como sendo animais grandes, chegando a atingir 1m de altura e 1,8 m da nuca até à raiz da cauda; tem dorso convexo e orelhas grandes e pendentes.
Trata-se de uma raça pouco rústica, mas bem adaptada ao sistema tradicional. São animais de temperamento bastante dócil, vagarosos e com movimentos pouco graciosos. Tem elevada prolificidade (as ninhadas podem atingir os 20 leitões), no entanto são de crescimento lento.
Com o objectivo de promover a raça, evitando a sua extinção foi criada, em 1994 a Associação Nacional de Criadores de Suínos de Raça Bísara (ANCSUB) responsável também pela gestão do respectivo registo zootécnico.
Vinhais, já tem reconhecidos pela CE 7 produtos tradicionais (Reg. CEE nr. 2081/92), uma indicação que comprova a reputação, genuinidade e modo de produção específico destes enchidos (IGP – Indicação Geográfica Protegida). São eles o Salpicão, a chouriça de carne, a alheira, o butelo, o chouriço doce, chouriço azedo e o presunto bísaro.
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Figura 1 – Uma savelha capturada e fotografada a bordo de um navio de investigação.
Fotografia de Hans Hillewaert.
Nome comum: Savelha, Saboga.
Nome científico: Alosa fallax (Lacepède, 1803)
Hábitos e Habitat: A savelha é uma das espécies de peixe pertencentes à família Clupeidae, na qual também se incluem espécies como a sardinha e o arenque. A savelha, ou saboga, possui o corpo fusiforme e comprimido lateralmente. Apresenta 4 a 8 manchas pretas atrás do opérculo, bem visíveis sobre a cor prateada dos flancos e ventre. O dorso possui coloração azulada e brilhante. As escamas desta espécie são grandes, suaves e pouco aderentes. No ventre possui uma linha de escamas diferentes das restantes – escuteliformes - que formam uma quilha ou carena (Figura 1). As fêmeas atingem as maiores dimensões e longevidade, cerca de 55 cm e aproximadamente 1 kg, podendo viver até aos 10 anos.
A savelha ocorre no Atlântico Nordeste, desde a Escandinávia até às zonas costeiras de Marrocos, incluindo o Mar Mediterrâneo, Mar Báltico e Mar Negro.
Esta é uma espécie migradora anádroma, que ocorre não só em meio marinho, como nas zonas costeiras, mas também em estuários e na zona mais a jusante dos rios (mais próxima do estuário). Em Portugal ocorre nas bacias dos rios Minho, Lima, Vouga, Mondego, Tejo, Sado, Mira e Guadiana. Na bacia do Douro já não existem populações viáveis, embora se continue a verificar a entrada de indivíduos erráticos.
As savelhas são peixes que formam cardumes que se movimentam ao longo de toda a coluna de água, e diz-se por isso, que são peixes pelágicos. Quando em meio marinho, vivem a profundidades na ordem dos 200 a 300 m.
É no meio marinho que as savelhas se preparam para a migração de reprodução. No início da Primavera, entre Março e Abril, os cardumes de savelhas agregam-se nos estuários. Em Maio começam a subir os rios, quando a temperatura da água varia entre 10ºC e 12ºC. Esta espécie necessita de intervalos de adaptação à diferença de salinidade da água, à medida que sai dos estuários e começa a subir os rios.
Os machos iniciam a migração para montante dos rios umas semanas antes das fêmeas. O local escolhido para a desova, geralmente tem substrato arenoso, com algumas pedras e vegetação aquática. A desova ocorre em Junho e Agosto, sempre durante a noite, em que a agitação de numerosas savelhas a chapinhar à superfície da água produzem um som bem audível. Após a turbulência do frenesim da desova, os ovos fecundados afundam no leito do rio, permanecendo sobre o substrato de areia, lodo ou gravilha, e eclodem decorridos 4 a 6 dias (dependendo da temperatura da água).
Após a desova, os adultos que deixaram de se alimentar durante a época de reprodução em água doce, regressam ao mar, podendo ainda voltar a reproduzir-se durante cerca de 3 épocas. No mar, os adultos alimentam-se de pequenos peixes e crustáceos.
As pequenas larvas de savelha alimentam-se de plâncton e invertebrados dulciaquícolas à medida que são arrastadas pela força da corrente em direcção aos estuários, onde chegam entre Agosto e Outubro. Podem permanecer nos estuários durante 1 ano, após o qual migram para o mar até atingir a maturidade sexual: aos 2-3 anos de idade para os machos e 3-5 anos para as fêmeas, dando continuidade ao ciclo de vida desta espécie.
Ana Caramujo Marcelino Canas
Bióloga Marinha
Coordenadora da Educação do Fluviário de Mora
Educação – Falas do Rio
Fluviário de Mora
Webgrafia consultada
1. http://www.fluviatilis.com/dgf/species.c
3. http://english.verkeerenwaterstaat.nl/ke
Bibliografia consultada
Vários, 2008. Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal. Assírio & Alvim/ICN, 659p.
Fotografia
(Bos taurus)
É um mamífero ruminante. Caracteriza-se por possuir um par de cornos, que são diferentes de chifres pois são ósseos, ocos, não ramificados e permanentes.
Esta espécie foi domesticada pelo homem e é explorada para a produção de leite, carne e pele (couro) e também como meio de transporte e animal de carga. Também os ossos são aproveitados, para o fabrico de farinha, sabão e rações animais. O casco e os cornos têm usos diversos e os pêlos das orelhas são usados para a confecção de pincéis artísticos.
A sua alimentação, como animal herbívoro, é constituída essencialmente de erva e algumas gramíneas.
Visite a exposição de fotografias no Centro de Informação / Bilheteira do Parque. Todas as fotografias são de animais presentes no Parque Biológico da Serra da Lousã. De realçar que existem neste Parque 6 espécimes pertencentes a 4 raças diferentes de vacas, todas elas autóctones.
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Espaços visitáveis do parque: Centro Hípico, Quinta Pedagógica, Labirinto de Árvores de Fruto, Parque Selvagem, Museu da Tanoaria e Museu Vivo de Artes e Ofícios Tradicionais.
(Geochelone sulcata)
Classe: Reptilia
Ordem: Testudines
Família: Testudinidae
Dimensões: 35 – 50 cm
Longevidade: 80-90 anos
Distribuição: Distribuem-se desde o Senegal e Mauritânia até Mali, Nigéria, Sudão, Etiópia e Eritreia.
Habitat: Vivem em ambientes quentes, desde áreas desérticas à savana seca.
Alimentação: São herbívoras. Em cativeiro alimentam-se de diversas variedades de ervas, alface e legumes.
Reprodução: Reproduzem-se muito bem em cativeiro. Os machos tornam-se sexualmente maturos quando a carapaça atinge cerca de 35 cm de diâmetro. Durante a época de reprodução tornam-se mais agressivas. A cópula ocorre em qualquer altura entre Junho e Março, frequentemente após uma estação chuvosa entre Setembro e Novembro. De seguida a fêmea faz uma depressão no solo onde urina, cavando 7 a 14 cm de profundidade onde deposita entre 15-30 ovos. O trabalho de construção do ninho demora cerca de 5 horas e, escava 4 ou 5 locais antes de decidir em qual deles vai depositar os ovos. Depois dos ovos colocados a fêmea tapa-os, o que demora cerca de uma hora. O período de incubação pode variar entre 85 e 120 dias, conforme a temperatura.
Comportamento: Estes animais são muito agressivos uns para com os outros. Esta agressão inicia-se a partir do momento em que nascem. Gostam de escavar e estão muito bem adaptadas para o fazer. São animais muito fortes e activos e quando as temperaturas se tornam muito quentes ou frias, escondem-se nesses buracos ajudando-as a prevenir a desidratação visto dependerem da água metabólica e do alimento. Permanecem nos buracos durante horas e, se existir lama enterram a sua parte traseira. Quando as temperaturas ultrapassam os 40ºC esfregam a sua própria saliva nas patas para se refrescarem. São mais activas ao fim da tarde e, de manhã permanecem ao sol para fazer subir a temperatura corporal depois do frio da noite.
Curiosidades: A tartaruga terrestre africana é a maior das tartarugas de África. Apenas a tartaruga dos Galápagos é maior que esta espécie. A cor delas é dourada (amarelo acastanhado). Externamente é difícil diferenciar os machos das fêmeas.
Pesam entre 36 e 50kgs.
Estatuto de conservação: Vulnerável. A sua população tem sido reduzida pela urbanização, terrenos para pastoreio de gado e desertificação.
Websites
http://animaldiversity.ummz.umich.edu/si
http://www.iucnredlist.org/apps/redlist/d
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Nome comum:
Almirante-vermelho
Nome científico:
Vanessa atalanta
Morada:
Existe em Portugal, ao longo de todo o território, do nível do mar até aos 1600 metros.
É uma espécie habitual no percurso de descoberta da natureza do Parque Biológico de Gaia.
Género:
Normalmente os machos gostam de guardar um território ao sol e tentam convencer qualquer fêmea que passe ali a acasalar.
Filiação e nascimento:
Esta borboleta pertence à família dos Ninfalídeos.
Todas as borboletas surgem na forma de um ovo que é posto isoladamente pela fêmea em folhas e ramos de plantas que podem ser, por exemplo, urtigas.
Desse ovo nasce a lagarta, escura.
Esta fase de larva é a da alimentação. Quando termina procura um sítio onde se sinta bem, imobiliza-se, e passa à fase seguinte, que é a de crisálida.
Agora apresenta um casulo discreto, onde passa por grandes transformações, até que eclode como insecto adulto: a borboleta.
Quando fecha as asas é mimética, confunde-se com o ambiente, em tons acinzentados, a fim de escapar aos predadores, tais como aves, pequenos répteis e outros insectos.
Idade:
Aparece em duas ou três gerações por ano, dependendo das temperaturas reais.
Tem uma envergadura de cerca de 65 mm.
É das poucas borboletas capazes de enfrentar no estado de adulto o Inverno mediterrânico.
Ameaças:
O desaparecimento das florestas autóctones e das respectivas orlas prejudica a espécie, pois perdem as plantas hospedeiras para completarem o ciclo de vida.
Conservação:
Como é uma espécie migradora, na Primavera à medida que a temperatura aumenta, expande-se para norte; no Outono, à medida que as temperaturas diminuem, recua para sul.
Quando o tempo arrefece, os prédios urbanos que mantêm floreiras vivas, com plantas com flores, ajudam à sobrevivência destes viajantes.
Em termos gerais, manter porções de urtigal, mesmo em áreas de lavradio, e orlas de floresta é importante para manter as populações.
Deve-se também evitar o coleccionismo; é preferível coleccionar fotografias das várias espécies, deixando os espécimes vivos para poderem completar o seu ciclo de vida.
Bibliografia:
«As borboletas de Portugal», de Ernestino Maravalhas.
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No Monte Selvagem vais vibrar com um monte de coisas interessantes. Numa área com cerca de 20 hectares encontras vários habitats, onde vivem cangurus, porcos-espinhos, camelos, macacos do Japão, lémures, crocodilos, emas e muito, muito mais.
Prepara-te para tocar, acariciar e alimentar animais domésticos. Visita a quintinha e descobre muitas curiosidades sobre estes animais. Sabes como se ordenha uma vaca? Então, dá uma espreitadela à sua casa e aprende como se faz!
Já sonhaste que eras um Tarzan? No Monte Selvagem este sonho pode ser bem real… Delicia-te e vive esta aventura! Trepa até às casas nas árvores, pratica mini-slide, salta no trampolim gigante… e que tal uma visita às cabanas de índios?
Ainda tens muito para explorar. No decorrer de um passeio de tractor, vais dar de caras com vários animais tais como avestruzes, elandes, zebras, iaques, lamas e watussis, cisnes, patos e gansos. Não percas esta oportunidade!
O Monte Selvagem fica no Alentejo em Lavre, no concelho de Montemor-o-Novo.
Mais informações em www.monteselvagem.pt
Podes ganhar um bilhete do Monte Selvagem! Sabe mais em:
Popularmente denominado por “Museu da Cortiça”, o Museu de Santa Maria de Lamas (MSML) foi fundado na década de 50 por Henrique Alves Amorim (1902-1977), que considerava este espaço como a sua “Domus Área, Arquivo de Fragmentos de Arte”.
O albergue de um gosto, de uma cultura e de um conhecimento amplo, que se desenvolve através de toda uma variedade de espaços e disciplinas, definindo um espólio que reflecte a história do planeta e da humanidade. Destacando o território nacional e, acima de tudo, a sua população, através das suas manifestações desde o remoto séc. XIII até aos dias de hoje.
De todo um conjunto de colecções que definem o espólio patente, a colecção de Arte Sacra é um dos seus pontos de maior relevância, exalta-se a sua dimensão, qualidade e variedade tipológica. Como elementos constituintes, ao longo do seu espaço o MSML apresenta ainda, as colecções de Medalhística, Papel-Moeda (Notas), Etnografia, Ciências Naturais, Escultura séc. XIX/XX, Cerâmica, Mobiliário, Iconografia do Fundador e uma singular colecção de objectos artísticos em cortiça e maquinaria (uma associação entre o carácter multifacetado da matéria-prima e seus processos Industriais, sublinhando a importância desta actividade para a região e para o Fundador).
Desde 2004, o MSML está a ser alvo de um projecto de reorganização museográfica que marca uma nova fase na sua história. Com esta renovação e num ímpeto de contacto com um público plural, a criação do Serviço Educativo do MSML, definido pela sua marca de pedagogia, qualidade e excelência, proporciona ao público diversas actividades lúdicas/educativas dirigidas a diferentes faixas etárias, que visam a dinamização do espólio do museu, através de uma sensibilização para a arte, e preservação do património cultural.
Renovado e reorganizado, o MSML abre caminho a novas explorações e pesquisas que constituem, sem dúvida, um motivo de interesse na sua visita.
O M.S.M.L. é cada vez mais: um espaço de futuro…Dinamizado por formas e expressões com séculos de existência!
Mais informações em http://museudelamas.blogspot.com
Podes ganhar um ingresso nas actividades do serviço educativo do Museu de Lamas. Sabe mais em:
É tão fácil receber gratuitamente bilhetes "Crianças não pagam" para zoos e parques. É só encomendar um livro "As Aventuras do Verdinho".
Mais informações em www.natureza-brincalhona.pt
(Muntiacus muntjac)

Classe: Mammalia
Ordem: Artiodactyla
Família: Cervidae
Dimensões: 1m de comprimento e 50 cm de altura.
Distribuição Geográfica: Sri-Lanka, Índia, Nordeste do Paquistão, Nepal, Butão, Bangladesh, Sul da China, Malásia, Sumatra, Bornéu, Java e Bali.
Habitat: Florestas tropicais de vegetação densa.
Alimentação: Folhas, rebentos, erva e fruta.
Reprodução: Atingem a maturidade sexual entre os 6 e os 12 meses de idade. Os muntjac podem reproduzir-se em qualquer altura do ano, sendo mais frequente nos meses de Janeiro e Fevereiro. Nessa altura, é comum observarem-se duelos entre machos de forma a determinar qual irá acasalar com a fêmea escolhida. Por sua vez, as fêmeas formam pequenos territórios dentro de um maior pertencente a um macho e, defendem esse espaço de outras possíveis rivais. Depois de 7 meses de gestação, a fêmea dá à luz, normalmente apenas a uma cria, num local escondido e protegido. O juvenil permanece nesse local até ter resistência e idade suficiente para acompanhar a sua mãe. Mais tarde, a fêmea irá forçar a sua cria a ser independente, afastando-se da mesma, antes de poder acasalar novamente.
Comportamento:
Habitualmente vive solitário ou em pares e, raramente abandona o seu território. Mais activos no final do dia, uma vez que a visibilidade é muito reduzida à noite. Usam as secreções das glândulas faciais para marcar território, sendo uma importante forma de comunicação com outros veados. Quando alarmados ou na presença de algum perigo, os muntjac emitem um som característico, semelhante ao ladrar dum cão. Depois fogem, saltando, até encontrarem abrigo na vegetação mais densa. Esse latido também é utilizado para manter outros congéneres afastados do seu território e atrair as fêmeas na época do cio.
Curiosidades:
É um pequeno e tímido membro da família dos cervídeos. Os machos possuem armações muito simples e curtas, com uma só ponta e caninos bem desenvolvidos (defesas). Ambos são usados como armas de combate, sobretudo as defesas. As armações são renovadas anualmente. As fêmeas têm pequenas saliências ósseas cobertas de tufos de pêlo, no local onde crescem as armações dos machos.
Devido ao som que produz é, também, chamado por “veado que ladra”.
Estatuto de conservação e factores de ameaça:
As populações do muntjac-indiano aparentam estar estáveis.
As maiores ameaças a esta espécie são a destruição do habitat e a caça para consumo humano e aproveitamento da pele.
Websites
http://animaldiversity.ummz.umich.edu/si
http://www.iucnredlist.org/apps/redlist/d
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Parque Zoológico de Lagos
Figura 1 – Salmão-do-Atlântico em primeiro plano. Fotografia de Hans-Petter Fjeld.
Nome comum: Salmão-do-Atlântico, Salmão,
Nome científico: Salmo salar (Linnaeus, 1758).
Hábitos e habitat: O salmão-do-atlântico pertence à família Salmonidae, onde também se incluem, por exemplo, as trutas. Esta espécie ocorre no Atlântico Norte, desde o Norte da Europa à costa Este dos Estados Unidos da América e Canadá. Em Portugal ocorre o limite sul europeu de distribuição da espécie, registando-se ocorrência, em número reduzido e flutuante ao longo do tempo, nos rios Minho e Lima. Neste último supõe-se que a população se tenha extinguido.
O salmão-do-atlântico é uma espécie de elevado valor comercial e desportivo, que pode atingir 1,5m de comprimento, e com o peso máximo publicado de 46,8kg. Apresenta um corpo fusiforme, comprimido lateralmente, revestido por escamas de tipo ciclóide, pequenas e fortemente aderentes, excepto na cabeça. Exibem uma coloração prateada e salpicada de pontos pretos acima da linha lateral.
É uma espécie migradora anádroma, ou seja, vive no mar até atingir o estado adulto e sobe os rios para se reproduzir. A desova ocorre no Outono e no início do Inverno, em rios de águas límpidas, frias e bem oxigenadas. Durante esta migração, machos e fêmeas sofrem profundas alterações morfológicas, anatómicas e fisiológicas.
Neste período os adultos perdem os tons prateados e deixam de se alimentar. Os machos passam a ostentam uma coloração mais atraente em tons de verde e vermelho e exibem a típica boca em forma de gancho – útil nas lutas com rivais. Perdem os dentes de alimentação, e crescem novos dentes chamados dentes de reprodução.
Nos locais de desova, em rios com cerca de 1m de profundidade, as fêmeas constroem ninhos que podem ter até 2 metros de diâmetro. Tem início o ritual de acasalamento que culmina com a desova e cobertura da postura com areia. A maioria dos adultos morre após a desova e os que sobrevivem retornam ao mar podendo reproduzir-se de novo após 1 a 2 anos. Alguns indivíduos, raros, poderão reproduzir-se até 4 vezes ao longo da sua vida, sempre no mesmo rio onde nasceram.
Os ovos fecundados podem incubar durante 3 a 6 meses, dependendo da temperatura da água. Após a eclosão, as larvas e juvenis de salmão permanecerão em águas doces entre num período que pode chegar a 6 anos. Á medida que crescem, deslocam-se para áreas onde o alimento seja abundante, fazendo parte da sua dieta insectos aquáticos, moluscos, crustáceos e peixes.
Com 1 ano de idade perdem a coloração pardacenta e passam a exibir um azul-metálico e manchas nos flancos. Ao iniciar-se a maturação sexual, perdem aquelas manchas e ganham brilhos prateados. Deslocam-se então para o mar, onde permanecem durante 2 a 3 anos, alimentando-se de lulas, camarões, peixes, entre outros. Voltarão a subir os rios onde nasceram e cresceram, para completar o seu ciclo de vida.
Ana Caramujo Marcelino Canas
Bióloga Marinha
Coordenadora da Educação do Fluviário de Mora
Revisão
João Pimenta Lopes
Biólogo Coordenador do Fluviário de Mora
Educação – Falas do Rio
Fluviário de Mora
Webgrafia consultada
Bibliografia consultada
Fotografia
http://commons.wikimedia.org/wiki/File:S
O Parque Zoológico de Lagos “nasceu” no ano 2000, no Sítio do Medronhal, na freguesia de Barão de S. João, concelho de Lagos.
Este espaço beneficia as áreas verdes assim como o bem-estar dos seus variados “habitantes”. Espalhado por uma área de 3 hectares, onde pode encontrar mais de 140 espécies animais, maioritariamente aves e mamíferos e, mais de 200 espécies botânicas, representativas dos 5 continentes.
Este parque possui instalações temáticas e instalações onde é recriado o habitat natural das espécies. Tem, também, uma Quinta Pedagógica, onde é beneficiado o contacto com os animais e, onde há possibilidade de os mesmos serem alimentados pelos visitantes.
Facilidades existentes no Zoo: snack-bar, parque de merendas e parques infantis.
Na ilha dos primatas é possível assistir à alimentação destes, dos pelicanos e corvos marinhos.
O Zoo de Lagos trabalha para a conservação, protecção e educação, desenvolvendo conteúdos educativos adequados às diferentes faixas etárias. Procede à sensibilização ambiental, pelo que ao longo de todo o percurso no parque é possível encontrar informação disponível.
Realiza ainda festas de aniversário repletas de diversão.
Está aberto todos os dias, inclusive feriados.
Das 10h às 17h, de 01 de Outubro a 31 de Março e das 10h às 19h, de 01 de Abril a 30 Setembro.
Podes ganhar um bilhete para o Zoo de Lagos! Sabe mais em:
Muflão
(Ovis ammon)
É um “carneiro selvagem” e considerado o maior ovino conhecido.
Apresenta uma pelagem em tons de castanho-avermelhado que vai escurecendo consoante a idade do animal, e uma lista preta lateral. De cada lado do dorso tem uma mancha branca. Os machos apresentam cornos recurvados e podem atingir os 1,20m de tamanho. Sendo herbívoro, a sua dieta alimentar é composta por plantas herbáceas e frutos silvestres. É uma espécie poligâmica em que o macho dominante pode acasalar com diversas fêmeas, constituindo assim um harém. Reproduzem-se geralmente entre Setembro e Novembro, em que os machos lutam entre si pelas fêmeas. A caça ao muflão é bastante apreciada devido ao seu respeitável troféu.
Visite as fotografias expostas no Centro de Informação do Parque, são de animais presentes no Parque Biológico da Serra da Lousã. De realçar que existem neste Parque 5 espécimes, um macho, duas fêmeas e duas crias que já nasceram aqui no Parque.
Conteúdo desenvolvido por:
QUINTA DA PAIVA
Parque Biológico da Serra da Lousã
3220-154 Miranda do Corvo
Telef. 239 538 444
Tlm. 915 361 527
Visite-nos em:
www.parquebiologicodaserradalousa.net / www.adfp.pt
Espaços visitáveis do parque: Centro Hípico, Quinta Pedagógica, Labirinto de Árvores de Fruto, Parque Selvagem, Museu da Tanoaria e Museu Vivo de Artes e Ofícios Tradicionais.
Zoo de Vida Selvagem Nacional, Quinta Pedagógica de Raças Portuguesas com Centro Hípico, Labirinto de Árvores de Fruto – único no Mundo, Roseiral, Museu Vivo de Artes e Ofícios Tradicionais com oficina de artesanato e loja de venda, Ecomuseu, Museu da Tanoaria e Restaurante Museu da Chanfana. E para breve a construção do Museu de Miranda …
Um espaço natural agrícola e florestal, atravessado pelo rio Dueça, que revela um conjunto de ecossistemas e uma biodiversidade que constituem um cenário idílico a uma aula de biologia/ecologia in situ.
São 29 raças de 16 espécies na Quinta Pedagógica… Zoo de Vida Selvagem com 40 raças de 39 espécies… Flora com 105 espécies identificadas.
Nome Comum: Cabra Preta de Montesinho
Nome Científico: Capra aegagrus
Descrição da Raça:
Aspecto geral: São animais de estatura mediana, fenotipicamente homogéneos, de cor preta a castanha muito escura, com pêlos curtos, lisos e muitas vezes brilhantes.
Cabeça: Média, comprida, de perfil rectilíneo, focinho fino, boca pequena e lábios finos; orelhas compridas semipendentes, cornos pequenos dirigidos para trás, com hastes paralelas ou ligeiramente divergentes. Bastantes exemplares inermes. Barba predominante nos machos.
Tronco: Pescoço comprido, mal musculado, bordos rectilíneos com ou sem brincos; linha dorso lombar quase direita; garupa descaída; cauda curta; tronco ligeiramente arqueado, úbere bem desenvolvido de mamas cónicas, com tetos grandes.
Membros: finos, resistentes, com unhas pequenas e rijas.
Sistemas de produção:
Animais de grande porte e boa capacidade leiteira criados em número muito reduzido perto da habitação.
Animais de menor corpulência, criados em rebanhos, por vezes comunitários, que em pastoreio de percurso obtêm alimento nas zonas mais elevadas e pobres.
Pequenos núcleos integrados em rebanhos de ovinos essencialmente pela sua capacidade leiteira.
Morada:
Trás-os-Montes, nomeadamente nos concelhos de Vinhais e Bragança.
Curiosidades:
Quanto ao nível de ameaça de extinção, esta raça está classificada como rara, uma vez que o seu efectivo é muito reduzido, existindo apenas poucas centenas de animais, em 10 criadores da raça.
O seu reconhecimento como raça nacional e a criação do registo zootécnico só foi instituído em 2010, tendo sido o Parque Biológico de Vinhais o primeiro criador a aderir ao registo.
Bibliografia:
Regulamento do Registo Zootécnico da Raça Caprina Preta de Montesinho.
Conteúdo desenvolvido por:
Este espaço é teu! Tu ou a tua escola podem enviar-me para o e-mail, verdinho@natureza-brincalhona.pt, textos, desenhos, poemas, vídeos, entre outros, relacionados com a protecção e conservação do ambiente.
Ajuda-me a proteger a Natureza!
Figura 1 – Lampreia-marinha adulta, apresentando a típica coloração amarelada associada ao meio dulciaquícola. a) Modo de fixação da lampreia-marinha a superfícies, como uma pedra. b) Detalhe do disco oral onde é possível observar as séries radiais de dentes. Fotografias de Breck P. Kent.
Nome comum: Lampreia-marinha, Lampreia
Nome científico: Petromyzon marinus (Linnaeus, 1758)
Hábitos e Habitat: A Família Petromyzontidae possui 34 espécies diferentes de lampreias, incluindo a Lampreia-marinha - Petromyzon marinus (Linnaeus, 1758).
As lampreias são espécies muito antigas, pois a descoberta do fóssil mais antigo de uma espécie de lampreia por Robert Gess, data de há 360 milhões de anos atrás. As lampreias actuais, como a lampreia-marinha, ainda são muito semelhantes à desse fóssil, o que torna estes animais autênticos fósseis vivos.
As lampreias são seres vivos muito especiais, com características bastante diferentes dos restantes peixes. De facto, são tão diferentes, que nem são consideradas verdadeiros peixes por vários cientistas e investigadores a nível mundial. Algumas dessas características são: 1) não possuem mandíbulas; 2) não possuem barbatanas pares, somente ímpares; 3) não possuem escamas; 4) o seu esqueleto é formado por cartilagem; 5) apresentam 7 orifícios branquiais de cada lado do corpo, em vez da câmara branquial comum nos peixes ósseos.
As lampreias podem ocorrer no meio marinho – oceano - e no meio dulciaquícola – rios, ribeiras, riachos, entre outros. A lampreia-marinha ocorre no Atlântico Nordeste, incluindo a Noruega e
Mar de Barents até ao Norte de África; no Mediterrâneo Ocidental (Oeste); e Atlântico Oeste desde o Labrador até à Flórida e costa do Golfo do México. Em Portugal ocorre em todas as principais bacias hidrográficas, sendo mais abundante a norte da bacia hidrográfica do Rio Sado.
A lampreia-marinha é um migrador que vive no mar, e depende do livre acesso aos rios para se reproduzir – designa-se por isso de migrador anádromo. No Inverno - a partir do mês de Dezembro - as lampreias-marinhas ainda de coloração azulada e prateada, deixam as profundezas do mar e começam a entrar nos estuários durante a noite. Machos e fêmeas preparam-se e adaptam-se para a marcha nocturna de subir os rios, deixando inclusivamente, de se alimentar. Sobem os rios a uma velocidade de cerca de 1,5 km/h até chegarem ao local do rio que procuravam, o melhor para construírem um ninho – locais de água corrente pouco profundos, com pedras, cascalho e areia. Chegados ao local desejado, já possuem uma coloração amarelada, e começam de imediato a mover e empilhar pedras, a revolver o areão, e a escavar a areia ondulando o corpo, até o ninho ficar com uma forma oval. Após a construção do ninho, macho e fêmea entrelaçam-se, fixos a uma pedra. A fêmea liberta cerca de 60,000 pequenos ovos, com cerca de 1mm de diâmetro, que são fecundados pelo macho. O casal morre após a postura.
Após 2 a 4 semanas, dependendo da temperatura da água – em Portugal, decorridos 10 a 20 dias - os ovos eclodem e deles saem pequenas larvas de lampreia, chamadas amocetes. Cegos, pequenos e frágeis, os amocetes enterram-se nos locais do rio onde o substrato é constituído por areia. Ficam assim enterrados nos sedimentos dos rios durante 3 a 7 anos – em Portugal, 4 a 5 anos – alimentando-se por filtração de partículas, detritos e microalgas em suspensão na água. Quando os amocetes chegam ao comprimento de 15-20 cm, ocorre a metamorfose, e tem início a migração alimentar para o mar, procurando condições de substrato e alimento que lhes sejam favoráveis. Com a metamorfose, as jovens lampreias apresentam um disco oral, munido de numerosos dentes, formando 23 séries radiais, desde o centro até ao bordo. Esse mesmo bordo do disco oral é franjado, apresentando numerosas vilosidades para melhor aderência a superfícies. Estão assim preparadas para deixar de se alimentar por filtração, tornando-se parasitas de peixes, alimentando-se de sangue e tecidos dos hospedeiros, segregando um anticoagulante.
O período de vida marinha terá a duração de 2 a 3 anos, após o qual, as lampreias-marinhas adultas procurarão os rios para desovar, e completar o seu ciclo de vida.
Ana Caramujo Marcelino Canas
Bióloga Marinha do Fluviário de Mora
Educação – Falas do Rio
Fluviário de Mora
www.fluviariomora.pt
Bibliografia consultada
Almaça, C. 1996. Peixes dos Rios de Portugal. Colecção Portugal Vivo. Edições INAPA, S. A. Lisboa. 129p.
Weber, M.; Ferreira, A.; Santos, A. 2007. Descobrir o Rio e as Albufeiras. Edições Afrontamento. 210p.
Rogado, L. Peixes do Parque Natural do Vale do Guadiana. ICN. Parque Natural do Vale do Guadiana. 127p.
Webgrafia
http://www.fluviatilis.com/dgf/species.c
http://www.iucnredlist.org/apps/redlist/d
http://pt.wikipedia.org/wiki/Lampreia
http://www.scienceinafrica.co.za/2007/fe
http://www.fluviariomora.pt/exposicao/ex
Fotografias
http://www.arkive.org/sea-lamprey/petrom
http://www.arkive.org/sea-lamprey/petrom
Nome comum:
Apatura-pequena
Nome científico:
Apatura ilia Dennis & Schiffermüller, 1775
Morada:
É uma borboleta que só existe em certas partes do Norte de Portugal.
Por exemplo, a população que se observa no Parque Biológico de Gaia vê-se duas vezes no ano, isso porque tem 2 gerações.
A primeira aparece em Junho. A segunda em Agosto. Será certamente uma companheira de eleição nos passeios pelas frescas e agradáveis veredas do Parque.
Género:
O macho mostra um reflexo azul-púrpura. As asas são cortadas por uma faixa branca que lhe dá um certo contraste.
A fêmea não possui o reflexo azul, sendo acastanhada.
A face inferior das asas imita na perfeição as folhas secas, o que permite às borboletas passarem despercebidas quando pousadas nas árvores.
Filiação e nascimento:
Esta borboleta pertence à família dos Ninfalídeos.
A fêmea de apatura-pequena põe os ovos em choupos e olmos, fazendo-o de forma dispersa para evitar os predadores. As lagartas eclodem e começam logo a comer, desenvolvendo-se no início do Verão (se forem da primeira geração). Como os dias são grandes e o tempo vai de feição, os adultos voltam ao seu espaço aéreo após umas semanas como crisálida, escondida entre as verdejantes ramagens, com as quais se mimetizam. Voltam a ocorrer acasalamentos, postura de ovos e as jovens lagartas vão comendo a matéria vegetal até aos primeiros dias de frio, altura em que entram em diapausa. Para se abrigarem da geada concentram-se nas junções dos ramos, onde o vento é de menor intensidade. Em finais de Março ou nos primeiros dias de Abril, quando as árvores se vestem de folhas tenras, as lagartas retomam as refeições, comendo avidamente. Para crisalidarem em Maio e voltarem a dar adultos no final deste mês.
Idade:
Duas gerações por ano.
No Parque Natural do Alvão, no Gerês ou em Montesinho uma só geração/ano.
Esta borboleta mede cerca de 7 centímetros.
Curiosidades:
De acordo com o levantamento feito pelos especialistas, a apatura-pequena encontra-se sujeita a um grau de ameaça considerável, especialmente nas terras baixas, onde a pressão humana é maior.
Estas borboletas possuem um voo rapidíssimo e são muito difíceis de apanhar, mesmo para as aves mais rápidas.
O Parque Biológico de Gaia constitui o primeiro local de Portugal onde foram observadas duas gerações anuais de apatura-pequena. Biólogos do Tagis – Centro de Conservação das Borboletas de Portugal estiveram no Parque e ficaram maravilhados com este invulgar acontecimento.
Se quiser ver este magnífico e raro insecto deve deslocar-se ao Parque em determinadas alturas do ano e estar atento ao voo do bicho junto a carvalhos-velhos ou no bosque ribeirinho. Se as árvores exsudarem seiva, poderá ter a sorte de ver uma apatura-pequena a libar. Aproxime-se apenas até uma certa distância, o máximo a 3 ou 4 metros, para não a assustar. Se tiver uma câmara fotográfica tire algumas fotos e mostre-as aos seus familiares e amigos.
Bibliografia:
«As borboletas de Portugal», de Ernestino Maravalhas.
Conteúdo Desenvolvido por:
Figura 1 – Ciclo de vida da enguia-europeia. Adaptado de (Colares-Pereira et al. 2007).
Nome comum: Enguia, Enguia-europeia, Meixão, Enguia de vidro, Enguia prateada, Enguia azulada, Enguia amarela.
Nome científico: Anguilla anguilla (Linnaeus, 1758)
Hábitos e Habitat: A enguia-europeia pertence à Família Anguillidae, da qual também fazem parte outras 15 espécies diferentes. Esta espécie ocorre nas bacias hidrográficas que desaguam no oceano Atlântico, e possui um dos ciclos de vida mais misteriosos e fascinantes do Reino Animal. A enguia-europeia é um peixe migrador que depende do oceano para se reproduzir, e das correntes oceânicas favoráveis que permitem o transporte das suas larvas até aos estuários. Após a chegada aos estuários, é essencial que os rios sejam de livre acesso às pequenas enguias, pois deles dependem para crescer e completar a sua metamorfose.
As enguias adultas – também chamadas de fase prateada - com capacidade para se reproduzir partem da costa da Europa e deixam de se alimentar, percorrendo cerca de 5000 Km até ao Mar dos Sargaços, perto das Bahamas. Aí acasalam e desovam, a cerca de 300 m de profundidade e com a água a 20ºC. As pequenas larvas de enguia-europeia – leptocéfalos – são surpreendentemente pequenas, medindo apenas 3 mm de comprimento. Mas são essas pequenas larvas translúcidas, que saem do seu berço no Mar dos Sargaços, e viajam todo o caminho de regresso à costa marítima da Europa. A viagem levará cerca de 3 anos a ser concluída. Ao chegarem à costa marítima, as pequenas larvas transformam-se nas enguias de vidro – metamorfose - e medem aproximadamente 5 cm. Ao entrarem nos estuários/foz ficam mais pigmentadas e ganham o nome de meixão ou angula. A pigmentação das jovens enguias aumenta à medida que crescem e sobem os rios. Quando atingem cerca de 20 cm de comprimento ficam com o dorso esverdeado e o ventre amarelo – fase amarela – e passam por isso a chamar-se de enguias amarelas. As enguias irão permanecer nos rios até ficarem prateadas – fase prateada – que demora cerca de 6 a 12 anos (29 – 40 cm) a atingir para os machos, e 9 a 20 anos (38 – 130 cm) para as fêmeas. Quando o Outono começa, as enguias que estão na fase prateada iniciam a descida do rio em direcção ao estuário, nadando 15 a 40 km por dia. Esta descida para o estuário pode levar até 4 meses, dependendo do ciclo da Lua, do caudal e da temperatura da água (cerca 9ºC). Chegadas às zonas costeiras, iniciarão a migração para o Mar dos Sargaços, tal como os seus progenitores anos antes tinham feito.
Nos rios, o habitat de eleição desta espécie é de águas bem oxigenadas, com fundos de areia ou lodo, e com densa vegetação submersa. De facto, as enguias são animais de hábitos tímidos, que durante o dia procuram refúgio entre as pedras submersas, raízes de árvores e troncos submersos, ou até mesmo enterrando-se na areia. Á chegada do crepúsculo, aventuram-se então a deixar os locais de refúgio, e tornam-se mais activas. Quando anoitece e há bastante humidade no ar, a enguia-europeia pode ser observada fora de água, procurando cursos de água próximos em busca de alimento. É uma espécie omnívora e pode alimentar-se de algas, crustáceos, larvas de insectos, anelídeos e de peixes.
A nível global, a enguia-europeia é uma espécie que se encontra Criticamente em Perigo – CR - por diversas causas, entre elas a salientar a sobrepesca de enguias de vidro e meixão – Portugal, Espanha, França e Reino Unido - com elevado valor comercial, quer para venda a restaurantes ou para venda a aquaculturas de engorda de enguia do norte da Europa. A poluição aquática – principalmente por PCB’s - e a infestação pelo parasita Anguillicola crassus, são outros factores responsáveis pelo declínio acentuado desta espécie, sobre a qual ainda há tanto a conhecer.
Ana Caramujo Marcelino Canas
Bióloga Marinha do Fluviário de Mora
Educação – Falas do Rio
Fluviário de Mora
Bibliografia consultada
Almaça, C. 1996. Peixes dos Rios de Portugal. Colecção Portugal Vivo. Edições INAPA, S. A. Lisboa. 129p.
Colares-Pereira, M.J.; Filipe, A. F. ; da Costa, L. M. 2007. Os Peixes do Guadiana, que Futuro? Guia de Peixes do Guadiana Portuvguês. Edições Cosmos. Chamusca. 294p.
Fotografias - Figura 1:
a) http://www.frs-scotland.gov.uk/Delivery/s
b) http://www.haydenharnett.com/uploaded_im
c) http://www.deepseaimages.com/dsilibrary/s
d) http://wb7.itrademarket.com/pdimage/55/7
e) http://lazy-lizard-tales.blogspot.com/20
f) http://www.nimfea.hu/english/news/europe
Webgrafia consulatada
http://www.iucnredlist.org/apps/redlist/d
http://en.wikipedia.org/wiki/European_ee
http://news.bbc.co.uk/earth/hi/earth_new
http://www.nature.com/nature/journal/v40
http://www.nature.com/hdy/journal/v103/n
http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interio
Figura 1 – Juvenil de Esturjão-do-Atlântico no Fluviário de Mora. Fotografia de Paulo de Oliveira.
Nome comum: Esturjão, Solho, Esturjão-do-Atlântico, Esturjão-comum, Esturjão-europeu, Esturjão-do-Báltico.
Nome científico: Acipenser sturio (Linnaeus, 1758).
Hábitos e habitat: O esturjão pertence a uma das mais antigas famílias de peixes ósseos – a Família Acipenseridae – com cerca de 200 milhões de anos de existência, e representada actualmente por mais de 20 espécies diferentes. O esturjão não possui escamas a revestir-lhe o corpo, mas sim 5 fiadas de placas ósseas: uma no dorso, duas laterais e duas ventrais. É um predador bentónico, e procura alimento próximo do substrato com a ajuda táctil dos 4 barbilhos que possuem no focinho afilado. Pode apresentar várias colorações em tons de cinzento e castanho no dorso, e amarelado no ventre, mas em geral escurecem com a idade.
Este peixe é um migrador anádromo - durante o seu ciclo de vida vive no meio marinho – oceano e zonas costeiras – e vai reproduzir-se no meio dulciaquícola – rios. Esta espécie ocorre nas zonas costeiras da Europa até à costa da América-do-Norte. No passado, subia os principais rios europeus para desovar, mas actualmente é muito raro. O último exemplar de esturjão capturado em Portugal, foi durante a década de 80 no rio Guadiana, e por isso esta espécie tem o estatuto de conservação nacional RE – Regionalmente Extinto. O estatuto de conservação Global CR – Criticamente em Perigo – reflecte a sua distribuição geográfica, que está praticamente restrita ao Golfo da Biscaia, onde ainda sobe o rio Dordogne – no Sudoeste de França – para se reproduzir.
Com a chegada da Primavera, o esturjão inicia a sua migração para montante dos rios, deixando as zonas costeiras, e começando a subir os rios durante a noite. Durante a migração, os esturjões não se alimentam, e no entanto nadam a uma velocidade que pode atingir os 6 km/h, vencendo correntes de até 2,2 m/s, sendo capazes de saltar pequenos obstáculos, e podendo chegar a percorrer distâncias de 1000 km. Os machos, a partir dos 7 a 9 anos de idade, antecedem as fêmeas nesta migração, pois elas só chegam algumas semanas mais tarde. Só as fêmeas a partir dos 8 a 15 anos de idade, tomam parte nesta migração. A desova ocorre entre os 2 a 10 m de profundidade em águas límpidas, bem oxigenadas, onde a corrente á moderada e a temperatura da água pode estar entre os 8ºC e os 22ºC, e o substrato é pedregoso – com cascalho, pedras e rochas. Após a chegada de machos e fêmeas ao local de desova, as fêmeas realizam a postura de ovos muito pequenos, negros e que aderem ao substrato. Vários machos nadam por cima das fêmeas e suas posturas, fecundando os ovos e protegendo-os do ataque de predadores. Após a desova, os adultos regressam ao mar, e os machos voltarão a subir o rio no ano seguinte, mas as fêmeas só estarão recuperadas para voltar a subir o rio, decorridos 2 a 5 anos desde a última postura. Os ovos do esturjão, eclodem passados 3 a 7 dias, e as pequenas larvas permanecem na mesma zona onde nasceram durante os primeiros 6 meses de vida, alimentando-se de plâncton e larvas de insectos. Alguns destes jovens esturjões só migram para o mar quando atingem os 3 anos de idade, mas outros, decorridos os 6 meses de idade migram para os estuários procurando alimentos como poliquetas, molucos e crustáceos, até aos 60 m de profundidade. Já os adultos exploram o mar a maiores profundidades, até aos cerca de 200 m.
O esturjão, também chamado o “Fóssil Vivo”, pode alcançar uma longevidade de mais de 60 anos, chegando em média aos 40 anos de idade. A sobrevivência desta espécie está ameaçada por alguns factores relacionados com a actividade humana, como a poluição aquática, a construção de barragens sem rotas alternativas para peixes migradores, e a alteração do regime de caudais dos rios. A carne dos peixes desta família, e os seus ovos – a partir dos quais se produz o caviar – são extremamente apreciados e valiosos.
Ana Caramujo Marcelino Canas
Bióloga Marinha do Fluviário de Mora
Educação – Falas do Rio
Fluviário de Mora
Webgrafia consultada
http://www.icn.pt/psrn2000/caracterizaca
http://en.wikipedia.org/wiki/Sturgeon
http://www.iucnredlist.org/apps/redlist/d
Bibliografia consultada
Almaça, C. 1996. Peixes dos Rios de Portugal. Colecção Portugal Vivo. Edições INAPA, S. A. Lisboa. 129p.
Bruno, S.; Maugeri, S. 1995. Peces de Agua Dulce de Europa. Ediciones Omega, S. A. Barcelona. 209p.
Colares-Pereira, M.J.; Filipe, A. F. ; da Costa, L. M. 2007. Os Peixes do Guadiana, que Futuro? Guia de Peixes do Guadiana Portuvguês. Edições Cosmos. Chamusca. 294p.
Rogado, L. Peixes do Parque Natural do Vale do Guadiana. ICN. Parque Natural do Vale do Guadiana. 127p.
As férias estão aí e trazem na bagagem sol, praia e muita diversão, claro. Podes dar um descanso aos estudos, mas não te esqueças de continuar a proteger o ambiente. Por isso, aqui ficam algumas dicas que deves ter em conta quando fores à praia.
Não é nada agradável encontrar-se lixo enterrado na areia. Por isso, não faças o mesmo! Leva sempre contigo um saco de plástico para colocares lá o lixo. Depois, só tens de separar o lixo pelos ecopontos certos.
Sabias que parte desse lixo vai para o mar?
É verdade, a força do mar e as ondas puxam o lixo. Muitos animais marinhos acabam por pensar que é alimento e comem-no e depois ficam doentes.
Não te esqueças que há casas de banho nas praias. Por isso, sempre que tiveres com vontade de fazer uma necessidade usa-as. Não faças nada na areia ou na água.
Já ouviste falar das dunas?
As dunas são montes de areia criados pela acção do vento. Elas são muito importantes, sabes porquê? As dunas formam uma barreira e protegem as habitações da violência das ondas marítimas.
Elas são o habitat de uma grande diversidade de animais e plantas e evitam que o lençol freático de água doce seja contaminado pela água salgada.
Quando fores à praia protege as dunas. Em vez de pisares as dunas, passa pelas passadeiras que dão acesso à praia. Não destruas os ninhos das aves que nidificam nas dunas, muitas dessas aves são espécies raras e em perigo de extinção. Nada de arrancar e estragar as plantas pois as suas raízes fixam as areias nas dunas.
Sabias que o campismo selvagem também contribui para a degradação das dunas? Por isso, quando fores acampar usa os parques de campismo. São mais seguros e não danificas as dunas.
O que sabes sobre a bandeira Azul?
As praias com bandeira azul cumprem um conjunto de requisitos, como a qualidade da água e a protecção ambiental da praia. Por isso, quando vires esta bandeira, já sabes que aquela praia é uma boa escolha.
Estás a ver, estas dicas são bem mais fáceis do que os problemas da matemática ou as regras do português.
Protege as praias!
Nome comum:
Cágado-de-carapaça-estriada
Nome científico:
Emys orbicularis (Linnaeus, 1758)
Morada:
É uma espécie de réptil residente e autóctone.
Em Portugal tem uma distribuição fragmentada.
Na maioria dos casos as observações referem espécimes isolados ou pequenas populações.
Observaram-se também algumas populações dispersas. É o caso da Reserva Natural Local do Paul da Tornada (Caldas da Rainha), nas Lagoas do Prado (Vila Verde) e na zona de Figueira de Castelo Rodrigo.
A nível mundial, o cágado-de-carapaça-estriada ocupa uma grande área de distribuição, desde o Noroeste de África, de Marrocos à Tunísia, o Centro e Sul da Europa, da Península Ibérica à região do Mar Cáspio, e a região ocidental da Ásia, do Noroeste de Irão e Iraque ao Norte da Síria.
Não se encontraram em Portugal destes cágados acima dos mil metros de altitude.
Género:
Os machos tendem a ser mais pequenos e o seu plastrão (ventre) costuma ser côncavo, o que faz todo o sentido para facilitar o acasalamento. As caudas dos machos costumam ser mais compridas e grossas.
Comportamento:
Gostam de se aquecer ao sol nas margens. Porém, quando são surpreendidos atiram-se rapidamente à água, onde se refugiam.
Estes cágados encontram-se activos praticamente durante todo o ano, a partir dos 14º C, podendo hibernar nas zonas frias. Podem também adoptar períodos de estivação nas regiões mais quentes.
Alimentação:
Nutre-se de invertebrados como caracóis, coleópteros, dípteros, aracnídeos, incluindo na ementa insectos com fases larvares aquáticas.
Filiação e nascimento:
Pertence à família Emydidae.
A maturidade sexual dos machos é atingida entre os 8 e os15 anos; nas fêmeas entre os 10 e os 18 anos.
Acasalam por altura de Abril/Maio, geralmente na água. As fêmeas põem de 5 a 12 ovos, num pequeno buraco escavado, que depois cobre de terra, frequentemente afastado da água. A postura eclode ao fim de dois a três meses de incubação.
Habitat:
Margens de ribeiros e lagos, de águas calmas, ou seja, habitats de água doce ou de baixa salinidade, de águas paradas ou de corrente lenta, permanentes ou temporários, tais como charcos, albufeiras, represas, rios e ribeiras.
A bibliografia diz que o cágado-de-carapaça-estriada prefere locais com uma boa cobertura de vegetação aquática mas pequena cobertura da vegetação das margens.
A drenagem e aterro de zonas húmidas para aproveitamento agrícola, florestal e/ ou urbanístico, leva ao desaparecimento e fragmentação dos habitats desta espécie, associada particularmente aos charcos temporários.
Comprimento:
Tamanho máximo de cerca de 15 cm.
Curiosidades:
Em Portugal há só duas espécies de cágado e o que preenche este tema — cágado-de-carapaça-estriada — é o mais raro. O outro, mais habitual, chama-se Mauremys leprosa e tem por nome vulgar cágado-mediterrânico.
A esperança de vida do cágado-de-carapaça-estriada é de 40 a 60 anos.
Esta espécie é particularmente frágil. Uma tardia maturidade sexual das fêmeas associada a baixas taxas de fecundidade e a uma mortalidade infantil elevada implicam uma taxa de crescimento populacional muito baixa e uma reduzida capacidade de recuperação de impactos negativos.
Não admira que se considere estarem as suas populações em regressão em grande parte da sua área de distribuição.
Bibliografia:
«Plano Sectorial da Rede Natura 2000», Janeiro 2006, Fauna: anfíbios e répteis.
Nome comum: Caboz-de-água-doce, Marachomba-de-água-doce, Blénio-de-água-doce.
Nome científico: Salaria fluviatilis (Asso, 1801)
Hábitos e Habitat: O caboz-de-água-doce é uma das espécies dulciaquícolas de uma grande família – Blenniidae - composta maioritariamente por espécies marinhas. Esta espécie prefere cursos de água doce bem oxigenados, de regime lêntico ou lótico, com substrato pedregoso, com cascalho e areão. O modo de vida desta espécie bentónica está intimamente associado ao substrato, pois é nas rochas, cascalho e areão que realizam as suas posturas. Entre Abril e Julho, o macho torna-se ainda mais territorial, e desenvolve uma crista cefálica proeminente. De seguida, procede à escolha de um local adequado para as posturas de várias fêmeas – 300 a 800 ovos por fêmea - como uma pedra ou uma cavidade no substrato, e começa a cortejar as fêmeas. Após as posturas por parte das fêmeas, é o macho que fecunda os ovos, vigia o ninho, que o limpa, defende e cuida dos ovos, podendo mesmo deixar de se alimentar até os ovos eclodirem passados cerca de 15 dias. As pequenas larvas de caboz-de-água-doce continuam a beneficiar da protecção indirecta do macho, enquanto estiverem no seu território. As larvas e juvenis desta espécie são carnívoras e possuem hábitos gregários, procurando refúgio e larvas de insectos e crustáceos, em aglomerados de algas dulciaquícolas como as Chara sp. e Nitella sp. Os adultos são mais solitários e de comportamento vívido, alimentando-se de insectos e suas larvas, pequenos crustáceos e alevins de peixes. O caboz-de-água-doce possui uma longevidade de cerca de 4 anos, e a sua sobrevivência encontra-se ameaçada pela destruição do habitat natural, poluição e regulação dos sistemas hídricos.
Ana Caramujo Marcelino Canas
Bióloga Marinha do Fluviário de Mora
Educação – Falas do Rio
Fluviário de Mora
Webgrafia consultada
http://www.educared.net/concurso2008/127
http://www.aquabase.org/fish/view.php3?i
http://www.mediterranea.org/cae/divulgac/p
http://www.fluviatilis.com/dgf/species.c
Agradecemos ao Flúviário de Mora e à Dra. Ana Canas pelos textos que nos enviam todos os meses. Obrigado!
Em 2010 comemora-se o Ano Internacional da Biodiversidade.
Para assinalar este ano, a Natureza Brincalhona, lançou em Abril do presente ano um desafio a todas as crianças e escolas da educação pré-escolar e ensino básico.
O desafio colocado passou pela realização do concurso Viver a Biodiversidade, tendo os trabalhos apenas como única obrigação o apelo à preservação e conservação do ambiente, através da utilização de várias técnicas.
Houve uma grande adesão de escolas, pelo que agradecemos a toda a comunidade educativa que participou no desenvolvimento dos trabalhos: crianças, professores, educadores e auxiliares. Obrigado! Esperamos a vossa participação para o próximo ano.
Resta-nos divulgar o nome e os trabalhos vencedores e agradecer, uma vez mais, a todos os participantes.
1º Teatro: As Aventuras do Verdinho – O Planeta Verde
Centro de Solidariedade da Sagrada Família – Braga
Ensino Pré-escolar – 3 aos 6 anos
2º De Mãos Dadas com a Biodiversidade
Centro Comunitário da Paróquia de Algueirão – Mem Martins
C.A.T.L. – crianças dos 6 aos 10 anos
2º Verdinho Ajuda os Continentes
Centro Social Paroquial Padre Ricardo Gameiro - Almada
Centro Comunitário Renascer – Sala Gato das Botas – Pré-Escolar
3º Rabinos protegem o Mundo!
Infantário Meninos Rabinos – Charneca da Caparica
Sala Verde – 21 alunos
3º Poema: Falando da Biodiversidade
ATL – Abrigo Infantil da Sagrada Família – Guarda
Soraia, Inês e Érica – 4º ano
3º Vamos Salvar o Ambiente
Jardim Escola João de Deus de Torres Novas
Bibe Azul – 15 alunos
Novo livro...
Acabou de sair o novo livro da colecção As Aventuras do Verdinho.
Sinopse:
Algo de estranho se passa no Planeta Verde. A água está a desaparecer… O Verdinho e os amigos partem na demanda da Gruta Azul e, com a ajuda de um duende, o guardião da Gruta Azul, vão descobrir o que está a acontecer à água.
Neste cativante livro, As Aventuras do Verdinho – o Tesouro Azul, os mais pequenos vão descobrir isto e muito mais…
O livro encontra-se à venda na Natureza Brincalhona e na Fnac ao preço de 8,00 €.
Boa leitura.
Verdinho
Olá,
Gostavas de adoptar um destes gatinhos? Então, contacta-me através do e-mail verdinho@natureza-brincalhona.pt ou do telefone 244 859 465.
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Workshops
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Duração |
Datas Previstas |
Preço |
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Workshop de Pinturas Faciais |
3 H |
Dia 24 de Abril 2010 das 10 H às 13 H |
55,00 € |
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Workshop de Modelagem de Balões |
3 H |
Dia 01 de Maio 2010 das 10 H às 13 H |
35,00 € |
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Workshop Teatro de Sombras |
6 H |
Dia 15 de Maio 2010 das 10 H às 13 H e das 14.30 H às 17.30 H |
55,00 € |
Dia 24 de Abril de 2010
Este workshop tem como objectivo iniciar os participantes na prática de pinturas faciais.
Público-alvo: educadores, professores e público em geral
Local: Incubadora D. Dinis – Rua da Carvalha, Parceiros – Leiria
Incluído na Inscrição:
Kit Pintura facial marca Snazaroo (kit inclui tintas anti-alérgicas e não tóxicas, uma esponja, um pincel, e um pequeno livro com ideias de pinturas).
Dia 01 de Maio de 2010
Este workshop tem como objectivo iniciar os participantes na prática de escultura de balões, mediante exercícios e técnicas de balonismo.
Público-alvo: educadores, professores e público em geral
Local: Incubadora D. Dinis – Rua da Carvalha, Parceiros – Leiria
Incluído na Inscrição:
Saco de 100 Balões
Bomba Dupla Acção
Dia 15 de Maio de 2010
Neste Workshop os participantes vão aprender arte de fazer sombras com as mãos e figuras ou silhuetas.
Público-alvo: educadores, professores e público em geral
Local: Incubadora D. Dinis – Rua da Carvalha, Parceiros – Leiria
Incluído na Inscrição:
Livro de Sombras Chinesas
Para assinalar «2010, o Ano Internacional da Biodiversidade», a Natureza Brincalhona em parceria com a revista Palmo e Meio lançam o concurso «Viver a Biodiversidade».
Este concurso é destinado aos Jardins de Infância, Escolas Primárias e a todas as crianças em geral, e os trabalhos realizados deverão apelar à preservação e conservação do ambiente.
Os 3 trabalhos vencedores irão receber um livro da colecção “As Aventuras do Verdinho” e serão divulgados na edição de Junho da Palmo e Meio.
A data limite de envio dos trabalhos é 10 de Maio.
Mais informações em www.natureza-brincalhona.pt
Figura 1 – A Libelinha - imperador Anax imperator (Leach, 1815) – subordem Anisoptera - com a típica coloração verde das fêmeas jovens desta espécie. Fotografia de Tamara van Krieken.
Nome comum: Libelinhas, Libélulas, Cavalinhos-do-diabo, Cavalinhos-de-ferro, Helicópteros, Corta-água, Lavadeiras, Tira-olhos, Donzelinhas, Lepidópteros, Odonatos.
Classificação científica: Ordem Odonata (Fabricius, 1793). A Ordem é um nível de classificação científica de seres vivos, que agrupa várias Famílias de Espécies com semelhanças morfológicas e funcionais.
Grau de parentesco: Todos os Odonata pertencem à classe dos Insectos – Insecta - do Filo Arthropoda – animais invertebrados, com o corpo segmentado, revestido por um exosqueleto de um derivado da glucose denominado por quitina, e com patas articuladas. Muito provavelmente, é a mais bem sucedida classe de organismos vivos do planeta Terra, com mais de 1 milhão de espécies descritas e talvez com cerca de 1 milhão de espécies por identificar e descrever. Os Odonata são mais de 5500 espécies diferentes com o corpo alongado e divido em três segmentos – tagmata – cabeça, tórax e abdómen. Possuem 3 pares de patas e, quando alados, 2 pares de asas. A palavra Odonata tem origem no grego Odontos, que significa dente, pois as libelinhas possuem fortes mandíbulas.
Nome de Família: Os Odonata apresentam 3 subordens; Anisoptera, Zygoptera e Anisozygoptera. A subordem Anisoptera inclui as libélulas – odontes com asas transparentes, que permanecem na mesma posição quer em vôo ou em repouso, e em que o par de asas dianteiro é mais estreito do que o par de asas traseiro. Os olhos das libélulas são multifacetados e encontram-se quase unidos (Figura 1).
A subordem Zygoptera inclui as donzelinhas – odontes que, geralmente, quando em repouso colocam as asas sob o dorso. As asas destes odontes, dianteiras e traseiras, possuem praticamente as mesmas dimensões. Os olhos das donzelinhas encontram-se bem separados (Figura 2).
A subordem Anisozygoptera inclui as libelinhas primitivas. Actualmente esta classificação sistemática foi reestruturada, unindo as Anisoptera e Anisozygoptera numa subordem só, designada por Epiprocta.
Figura 2 – A Donzelinha-azul Calopteryx virgo (Linnaeus, 1758) – subordem Zygoptera - com a típica coloração azul dos machos desta espécie. Fotografia de Patrick Dubois
Nacionalidade: As Odonata – libelinhas - podem ser encontradas em todos os continentes, excepto na Antárctida. A maior diversidade de espécies de Odonata pode ser encontrada nos trópicos.
Figura 5 – A ninfa – ou naíde – de uma libelinha com as mandíbulas extensíveis bem visíveis. Fotografia de Michelle Mahood.
Arte: A Arte Nova – Art Nouveau – ficou para sempre associada às belas formas criadas por vários artistas, e inspiradas na natureza. Nas obras de René Lalique, mestre vidraceiro e joalheiro, as formas naturais e orgânicas estão bem presentes, carregadas de simbologia, e as libelinhas poderiam ter sido as suas musas inspiradoras.
Simbologia: A simbologia das libelinhas difere entre as culturas ocidentais e orientais, como pólo negativo e positivo. Sob a perspectiva ocidental assumiu conotações negativas, estando frequentemente associada ao Diabo. Na Noruega e em Portugal chamam-lhes “Tira-olhos”, e no País-de-Gales são as “Serviçais da víbora” estando associadas à serpente. Mas as ninfas suportam a memória da simbologia Celta, sendo espíritos da água doce, metade mulher e metade serpente ou peixe, como no conto popular Melusine, que habitam rios e nascentes sagradas. Os povos germânicos chamavam-lhes Nyx, e representavam-nas metade mulher e metade dragão, guardiãs do anel dos Nibelungos. A representação germânica faz jus ao nome das libelinhas em inglês – dragonfly – voo do dragão. No oriente, onde os dragões simbolizam forças de grande bem, também as libelinhas simbolizam a vitória nas batalhas, a coragem, a força e a felicidade. É comum por todo o mundo, associar as libelinhas a águas puras e à força renovadora da natureza.
Ana Caramujo Marcelino Canas
Bióloga Marinha do Fluviário de Mora
Fluviário de Mora
Educação – Falas do Rio
Joaninha Duarte
Medrar na Ribeira Raia
Adaptado de:
A colecção BILHETES DE IDENTIDADE, de acordo com ideia original da Prof.ª Doutora Ana Paula Guimarães.
O conceito dos BI’s dos Animais foi-me apresentado pela Mestre Joaninha Duarte, a quem agradeço muito, devo a amizade e com quem partilho muitos momentos felizes.
Bibliografia consultada:
Forey, Pamela; Forey, Peter. 1995. Vida animal nos rios e nos lagos. Pequenos Guias da Natureza. Plátano, Edições Técnicas. 1ª edição. Lisboa. 125p.
( Ver mais... )
lagarto-de-água macho
Nome comum:
Lagarto-de-água
Nome científico:
Lacerta schreiberi Bedriaga, 1878
Morada:
Só existe, em todo o mundo, praticamente no noroeste da Península Ibérica.
Aparece da Primavera até início de Outono.
A partir de Março, os machos saem da letargia invernal e podemos vê-los a aquecerem-se ao sol.
Aparecem também nessa altura as crias, tendo as mais novas nascido no ano anterior. Mais tarde surgem as fêmeas.
Os adultos associam-se a zonas abundantes em pedras e matos densos; os jovens preferem habitats herbáceos, onde se refugiam com facilidade dos predadores.
Género:
Os machos são mais vistosos, com uma bela cabeça azul na Primavera, por vezes com cores muito saturadas, que também é mais imponente que a das fêmeas. No dorso ostentam uma mistura de pontos verdes e pretos, que nas fêmeas tomam forma de malhas, conforme se vê na fotografia do casal (fêmea à direita).
Comportamento:
No Parque Biológico de Gaia é possível normalmente vê-los relativamente perto, a partir de Março/Abril, normalmente junto de regatos onde a água borbulha e a vegetação típica atrai uma grande variedade de invertebrados e mimetiza os répteis de que estamos a falar.
Como estes e outros animais selvagens quase sempre nos vêem primeiro que nós a eles, há uma série de comportamentos que o ser humano ignora. Algo que ocorre invariavelmente é que, se vires algum, não deves fazer barulho, nem gestos bruscos, e evita aproximares-te, pois ele irá desaparecer no meio das plantas rapidamente.
lagarto-de-água casal
Alimentação:
Nutre-se basicamente de invertebrados como coleópteros, dípteros, aracnídeos, incluindo na ementa insectos com fases larvares aquáticas. À medida que a Primavera avança, varia sazonalmente a dieta, podendo incluir segundo a bibliografia alguns frutos silvestres.
Filiação e nascimento:
Pertence à família dos Lacertídeos.
Entre Maio e Julho, as fêmeas põem de seis a 17 ovos, eclodindo estes ao fim de dois a três meses de incubação.
Habitat:
Margens de ribeiros e lagos, revestidos de vegetação autóctone espontânea, mas pode aparecer também em jardins com uma vegetação que lhes proporcione alimento e abrigo.
Comprimento:
Cerca de 20/30 cm.
Curiosidades:
Esta espécie é endémica da Península Ibérica. Isso quer dizer que as suas populações selvagens, típicas de habitats atlânticos, só existem nesta região.
Em Portugal, a longevidade máxima detectada é de oito anos.
A espécie encontra-se em regressão populacional, sobretudo pela perda de habitat e pela introdução de plantas exóticas infestantes, que prejudicam à biodiversidade.
lagarto-de-água juvenil
Bibliografia:
«Plano Sectorial da Rede Natura 2000», Janeiro 2006, Fauna: anfíbios e répteis.
Sabes o que é a fauna?
A fauna é o nome que se dá ao conjunto de animais de uma região ou de um país e engloba tanto os animais selvagens como os animais domésticos.
Em Portugal, a fauna selvagem é muito diversificada devido à existência de bastantes matas, bosques, pinhais, parques naturais, zonas ribeirinhas e litorais. Alguns dos animais da fauna portuguesa são: o ouriço, a raposa, o lince ibérico, o javali, o lobo, o coelho bravo, a lebre ibérica, o morcego, a lontra, a rã, a águia-real, o melro, a coruja, o pardal, o corvo, a cegonha, a cobra, a lagartixa, a enguia, a sardinha, a truta, o mexilhão.
E o que é a flora?
A flora é o nome que se dá ao conjunto de plantas características de uma região ou país.
Algumas das plantas que podes encontrar na flora portuguesa são: o azevinho, o alecrim, o carvalho, o cedro, o cogumelo, o feto, a giesta, o malmequer, o musgo, a papoila, o pinheiro, o sobreiro, o salgueiro, a oliveira, o rosmaninho, o medronheiro, o amieiro, a borrazeira-negra.
Sabias que grande parte da fauna e da flora estão em perigo de extinção?
Actualmente, existem milhares de espécies animais e vegetais que estão ameaçadas de extinção. Os anfíbios são a classe de animais mais ameaçada.
Alguns animais que estão em risco de extinção em Portugal são o lince ibérico, a águia-real, a baleia cachalote e os caracóis da Madeira e dos Açores. E no mundo são o panda gigante, o urso polar, o elefante africano, o bacalhau.
E algumas plantas em vias de extinção em Portugal são o azevinho e o carvalho. No resto do mundo algumas das plantas que estão em vias de extinção são as orquídeas de Chiapas, no México e as bromélias da América e de África.
Verdinho
A Natureza Brincalhona propõe um Workshop de Papier Marché para educadores, professores e público em geral…
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Workshops
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Duração
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Datas Previstas
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Preço
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Workshop de Papier Marché
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6 H
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· Dia 13 de Março 2010 das 10 H às 13 H
· Dia 20 de Março 2010 das 10 H às 13 H
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42,00 €
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Figura 1 – O cisne-mudo, Cygnus olor.

Figura 2 – Corte de uma casal de cisnes-mudos.


Estes Workshops destinam-se a todos aqueles que por motivos profissionais ou pessoais pretendam dotar-se de ferramentas úteis e divertidas para posteriormente desenvolverem com crianças.
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Workshops
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Duração
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Datas Previstas
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Preço
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Workshop de Origami
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3 H
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· Dia 20 Fevereiro 2010 das 10 H às 13 H
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22,50 €
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Workshop de Reciclagem I
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6 H
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· Dia 27 Fevereiro 2010 das 10 H às 13 H
· Dia 27 Fevereiro 2010 das 14.30 H às 17.30 H
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40,00 €
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Workshop de Reciclagem II
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3 H
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· Dia 06 Março 2010 das 10 H às 13 H
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22,50 €
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Mais informações em www.natureza-brincalhona.pt

Nome comum:

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Workshops
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Duração
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Datas Previstas
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Preço
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Workshop de Origami
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3 H
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· Dia 27 de Janeiro 2010 das 18 H às 21 H
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22,50 €
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Workshop de Pinturas Faciais e Modelagem de Balões
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6 H
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· Dia 30 de Janeiro 2010 das 10 H às 13 H
· Dia 06 de Fevereiro 2010 das 10 H às 13 H
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55,00 €
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Mais informações em www.natureza-brincalhona.pt

Já deves ter visto muitas formigas. Eu já. Então, quando vou fazer piqueniques vejo tantas e aparecem tão depressa. Pois é, querem umas migalhas da minha comida.
A Natureza Brincalhona propõe para os sábados do mês de Janeiro ateliers ambientais muito divertidos e educativos…


Mais informações através do e-mail comercial@natureza-brincalhona.pt ou do telefone 244 859 465




O dia das espécies autóctones é comemorado a 23 de Novembro. Ele foi criado para alertar-nos para a importância das florestas autóctones e a necessidade de as conservar e proteger.
Verdinho

Nome comum:
As crianças vão aprender a arte de dobrar papel, transformando uma simples folha nas mais variadas figuras.
Nome comum:
Figura 2 – a) Odontochelys por Arthur Weasley. b) Proganochelys por Claire Houck no American Museum of Natural History.
Figura 3 – Fóssil da Archelon por Frederic A. Lucas.
Estamos a oferecer uma tela Pinta Estrelas. Sabias que no dia 4 de Outubro foi o dia do animal? Para te habilitares a ganhar esta bonita tela tens de escrever uma frase sobre o teu animal de estimação. Também podes enviar uma fotografia dele.
Nome comum:
Uma vez por mês o Parque Biológico de Gaia vai escrever no meu blog um artigo sobre a diversidade biológica do parque.
Está atento e vem descobrir mais.
Sabes o que é um predador?
Verdinho
Género:Com o passar dos anos, em geral os Achigãs que atingem as maiores dimensões são fêmeas. O maior Achigã capturado de que há registo media 97 cm, mas em média, tanto machos como fêmeas chegam a cerca de 50 cm de comprimento e podem chegar a pesar mais de 10kg.
Sabes o que é a camada de ozono?
Verdinho
Verdinho
Verdinho
Existem várias espécies de cucos, uns maiores e outros mais pequenos. Os cucos alimentam-se de insectos – aranhas, besouros, formigas, borboletas, lagartas e larvas.
O carvalho é uma árvore do género Quercus da família Fagaceae.
Sabias que a familia do carvalho não são apenas os carvalhos? É verdade, incluem também sobreiros e as azinheiras.
Os frutos do carvalho chamam-se bolotas ou landes. As bolotas não são apenas o fruto do carvalho mas também da azinheira e do sobreiro. As bolotas servem de alimento a porcos, a esquilos e a outros animais. Sabias que as bolotas também são usadas em algumas receitas culinárias portuguesas? No Alentejo ainda são confeccionadas algumas receitas.
Sabias que a bolota era muito usada pelos Lusitanos? É verdade, devido à escassez dos cereais no Inverno os Lusitanos colhiam as bolotas no Outono e transformava-nas em farinha para produzir pão. Assim tinham pão durante todo o Inverno.
Os carvalhos podem ter folhas caducas (carvalho-roble), perenes (sobreiro, azinheira) ou semi-caducas (carvalho-cerquinho).
O carvalho-cerquinho tem folhas semi-caducas. Sabes o que é uma árvore de folha semi-caduca? As folhas semi-caducas secam mas só caem das árvores quando as novas folhas as empurram.
Sabes o que são bugalhos?
Os bugalhos são arredondados e macios por dentro. Sabes como se formam? Pequenas vespas picam e colocam os seus ovos nos ramos dos carvalhos, os carvalhos reagem e formam bolas onde as larvas se desenvolvem - os bugalhos. Quando os insectos já estão adultos fazem buracos no bugalho e saiem de lá. Por isso é que os bugalhos têm pequenos furos.
Sabes porque os carvalhos são importantes?
Os carvalhos são muito importante porque são o habitat e o abrigo de muitos animais. Dão bolotas para alimentar o gado, sobretudo os porcos. São mais resistentes aos fogos e às pragas.
São também muito importantes para produzir madeira de boa qualidade e combustível.
Curiosidades: Sabias que a maior área de mata contínua de carvalhos-cerquinhos da Europa se localiza nos concelhos de Pombal, Ansião e Alvaiázere?
Os japoneses têm um provérbio que diz: "carvalho leva 300 anos a crescer, 300 anos a manter-se adulto e 300 anos a morrer".
Sabias que para os Celtas o carvalho era considerado uma árvore sagrada?
O carvalho era o rei das árvores e a principal ponte de ligação com os deuses. Em bosques de carvalhos haviam importantes celebrações solenes e alianças eram seladas.
Verdinho
Este é um desenho que a Inês de 9 anos de São Vicente da Beira - Castelo Branco me enviou.
Está muito bonito Inês. Continua a proteger o ambiente!
Até Breve,
Verdinho
Uma vez por mês, a Dra. Ana Canas, bióloga do Fluviario de Mora, vai escrever no meu blog um artigo sobre algumas espécies de água doce.
Está atento e vem descobrir mais sobre as espécies de água doce.
Sabias que o tema do Dia Mundial do Ambiente em 2009 é “O nosso planeta precisa de nós: Unidos contra as mudanças climáticas”?
... E os vencedores do concurso - As Sete Leis Verdes são:
3º Salvar o Planeta
Muitos parabéns aos vencedores e a todos os que participaram no concurso. Os trabalhos são todos muito bons. Obrigado! E não se esqueçam de proteger o ambiente!
Verdinho
Sabias que hoje é o dia da Biodiversidade?
Existem muitos, muitos animais e muitas plantas na Terra. Imagina tu que só de formigas existem mais de 10.000 espécies. E se pensares em todos os insectos – libelinhas, gafanhotos, borboletas, moscas, percevejos, abelhas, vespas e formigas – na terra existem mais de 800 mil espécies.
Verdinho
Olá amiguinho!
Já conheces as Sete Leis Verdes do livro “As Aventuras do Verdinho – O Planeta Verde”?
1ª - Não poluir água, terra e ar;
2ª - Lixo no caixote do lixo;
3ª - Reduzir, reutilizar e separar para reciclar;
4ª - Poupar água e energia;
5ª - Plantar novas árvores;
6ª - Aos fogos dizer Não!
7ª - Proteger os animais e as plantas;
E sabes o que deves fazer para proteger o ambiente?
Eu vou dar-te uma ajuda!
1ª - Não poluir água, terra e ar
- Quando fores fazer um piquenique não deixes lixo no chão;
- Não deixes lixo enterrado na areia da praia;
- Não coles pastilhas elásticas debaixo das mesas da sala de aula;
- Não atires lixo pela janela do carro;
- Usa transportes mais amigos do ambiente e menos poluentes: a bicicleta, o autocarro.
E sempre que possível anda a pé. Faz muito bem à saúde e ao ambiente;
- Diz aos teus pais para utilizarem detergentes biodegradáveis para não poluir os rios e lagos;
- Diz aos teus pais para não despejarem óleos ou produtos tóxicos para os esgotos.
Sabias que alguns rios e lagos são contaminados pelo lixo, pelos esgotos ou por produtos químicos tóxicos usados na agricultura.
2ª - Lixo no caixote do lixo
- Nunca deves deitar lixo no chão;
3ª - Reduzir, reutilizar e separar para reciclar
- Usa cadernos e livros de papel reciclado;
- Utiliza sacos de pano para transportar material escolar;
- Escreve em ambos os lados das folhas de papel;
- Utiliza esferográfica recarregável;
- Leva o lanche para a escola em tupperwares em vez de papel de alumínio;
- Coloca o vidro no ecoponto verde, as embalagens e o metal no ecoponto amarelo e o cartão no ecoponto azul. E não te esqueças de colocar as pilhas no pilhão e o óleo no oleão;
- Oferece as roupas, os livros e os brinquedos que já não usas aos meninos que precisam;
- Diz aos teus pais para comprarem produtos em embalagens familiares;
- Aproveita as cascas de fruta, os restos de legumes, as aparas do jardim (relva, folhas, arbustos) para fazeres adubo para o jardim da tua casa ou escola. Isto é a Compostagem.
4ª - Poupar água e energia
Poupar água
- Toma um duche rápido em vez de banho de imersão;
- Fecha a torneira enquanto te ensaboas;
- Ao escovares os dentes fecha a torneira e usa um copo com água;
- Diz aos teus pais para usarem um balde e uma esponja para lavar o carro;
- Deves regar as plantas de manhã cedo ou ao final do dia;
- Diz aos teus pais para aproveitarem a água da lavagem de legumes e frutas para regar as plantas;
- Se vires alguma torneira a pingar diz aos teus pais para a mandarem arranjar;
- Diz aos teus pais para usarem a máquina de lavar roupa sempre com carga máxima;
- Utiliza o autoclismo só quando for necessário;
- Reduz a água no autoclismo colocando uma garrafa de plástico cheia dentro do depósito.
Poupar Energia
- Aproveita a claridade do sol e acende a luz só quando for necessário;
- Usa lâmpadas economizadoras gastam menos energia;
- Fecha sempre bem a porta do frigorífico;
- Deves dizer à tua mãe para passar a ferro apenas quando tiver muita roupa para passar;
- Não passes muito tempo a jogar no computador, faz outras coisas;
- Utiliza baterias recarregáveis em vez das descartáveis;
- Desliga sempre os aparelhos que não estão a ser usados, vistos ou ouvidos;
- Não deixes os aparelhos em modo repouso (stand by). Desliga sempre os aparelhos no interruptor e não no comando;
- Apaga sempre as luzes das divisões da tua casa em que não esteja ninguém;
- Sempre que usares o frigorífico tenta retirar de uma só vez tudo o que necessitas;
- Com o ar condicionado ligado evita abrir portas e janelas;
- Usa mais vezes a escada do que o elevador;
- Usa papel reciclado;
- Utiliza os dois lados das folhas de papel.
5ª - Plantar novas árvores
- Se tiveres um jardim na tua casa planta uma ou mais árvores;
- Diz à tua professora para plantarem árvores no jardim da escola;
- Pede à tua professora para irem plantar árvores autóctones em zonas queimadas pelos fogos.
Sabias que as florestas são o pulmão do nosso planeta. Elas dão-nos o oxigénio para respirarmos.
6ª - Aos fogos dizer Não!
- Não brinques com fósforos, isqueiros ou velas;
- Não atires para o chão vidros e outro lixo;
- Não faças fogueiras na floresta;
- Diz aos teus pais para não fumarem na floresta, nem deitarem cigarros pela janela do carro.
7ª - Proteger os animais e as plantas
- Não abandones o teu animal de estimação;
- Reduz o consumo do bacalhau e de outras espécies que estão ameaçadas;
- Se fores passear a um jardim ou a uma floresta não colhas ou danifiques as plantas;
- Não destruas o habitat dos animais: não destruas os ninhos dos pássaros, …;
- Diz ao teu pai para cumprir as regras da caça e da pesca.
Sabias que há muitos animais ameaçados de extinção como o lince ibérico, o urso polar, o gorila, muitos caracóis da Madeira e dos Açores.
Verdinho
Para saberes mais sobre a importância da floresta resolve este passatempo.
Sabias que hoje é o Dia Mundial do Livro? É verdade, e temos livros para te oferecer.
Mais informações em www.natureza-brincalhona.pt
O livro é um amigo que nos ensina a crescer!